Irã revisa a 84 número de mortos em ataque perto do túmulo de general

publicidade

O general iraniano foi chefe do da Foraça al-Quds da Guarda Revolucionária entre 1998 e 2020
Reprodução/Jonal Opção – 19.01.2020

O general iraniano foi chefe do da Foraça al-Quds da Guarda Revolucionária entre 1998 e 2020

O atentado ocorrido na quarta-feira (3) no sul do Irã , teve sua contagem de vítimas revisada para baixo, de 105 para 84 mortes, conforme um novo balanço divulgado nesta quinta-feira (4) pelos serviços de emergência do país.

Jafar Miadfar, chefe dos serviços de emergência do Irã, anunciou na televisão estatal: “Segundo as últimas estatísticas, 84 pessoas morreram”. Ele também informou que o ataque resultou em “284 feridos”, dos quais “195 permanecem hospitalizados”.

Anteriormente, a imprensa estatal havia reportado 95 mortos e 181 feridos.

Nesta quanrta, duas explosões com um intervalo de 15 minutos, ocorreram nas proximidades da mesquita Saheb al Zaman, localizada em Kerman (sul), onde está situado o túmulo do general Qassem Soleimani.

Soleimani foi responsável pelas operações militares iranianas no Oriente Médio e foi assassinado pelos Estados Unidos no Iraque em 3 de janeiro de 2020.

Leia Também:  Gaza: Israel não comparece a negociações sobre cessar-fogo no Egito

As explosões aconteceram enquanto uma multidão prestava homenagens no quarto aniversário de sua morte.

Apesar da revisão para um número menor de vítimas, o ministro iraniano do Interior, Ahmad Vahidi, alertou sobre a possibilidade de o número de vítimas aumentar, considerando que alguns feridos estão em “estado crítico”.

A autoria do ataque não foi reivindicada até o momento, e o ocorrido se dá em um contexto de tensão no Oriente Médio. Um dia antes, o número dois do movimento islamista palestino Hamas, Saleh Al Aruri, aliado do Irã, faleceu em um ataque em Beirute, que autoridades libanesas atribuíram a Israel.

Com isso, cresce o temor de que o conflito entre Israel e Hamas possa se espalhar por todo o Oriente Médio. O Irã classificou o ataque como “terrorista”.

O ministro de Interior iraniano, Ahmad Vahidi, garantiu uma “resposta retumbante” ao ataque.

As autoridades iranianas desconfiam de um ataque suicida durante a caminhada. Segundo a imprensa local, as explosões ocorreram em uma rua próxima ao cemitério onde está enterrado o corpo de Soleimani está, na cidade de Kerman.

A morte de Soleimani provocou uma revolta no Irã. Ele foi morto por ataques orquestrados pelos Estados Unidos, em uma operação secreta ordenada pelo presidente da época, Donald Trump.

Leia Também:  Incêndio em casamento no Iraque deixa ao menos 100 mortos; veja vídeo

Na época, Soleimani liderava há 15 anos a Força Al Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã.

Fonte: Internacional

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade