No Jornal do Meio Dia da TV Vila Real nesta quinta-feira (11), o apresentador Lúcio Sorge expressou sua indignação em relação às recentes leis aprovadas em Mato Grosso, destacando especialmente a situação dos pescadores profissionais do estado. A fala do apresentador trouxe à tona as controvérsias em torno da legislação da pesca e das propostas que afetam diretamente a subsistência de muitas famílias.
Lúcio Sorge iniciou seu comentário abordando uma notícia vinda de Brasília sobre uma possível esperança para os pescadores profissionais de Mato Grosso. O apresentador mencionou o parecer do Ministério Público Federal e da Procuradoria da República, que classificou a lei da pesca como uma agressão à dignidade humana. Destacou também o anúncio do Ministro André Mendonça, que propôs um acordo para suavizar o impacto da proibição do armazenamento, comercialização e transporte do pescado imposta pelo governo estadual.
O ponto central da fala de Lúcio Sorge foi a proposta de conciliação entre o governo federal, com uma lei própria que vigora em todo o país, e o governo estadual de Mato Grosso, que optou por proibir diversas atividades ligadas à pesca. O apresentador apontou o discurso de preservação ambiental, mas ressaltou a visão dos pescadores, que acreditam em interesses ocultos por trás das restrições, questionando a verdadeira preocupação ambiental do governo estadual.
Sorge não poupou críticas à legislação em vigor, destacando a proibição do armazenamento, comercialização e transporte do pescado por cinco anos. Ele sugeriu que, se a preocupação ambiental fosse genuína, outras leis controversas, como a proposta de transformar reservas legais em garimpos, não teriam sido aprovadas em Mato Grosso. O apresentador denunciou a possível degradação ambiental resultante dessas leis, mencionando a contaminação dos rios com mercúrio devido à exploração de ouro.
A fala de Lúcio Sorge no Jornal do Meio Dia da TV Vila Real destaca a preocupação com os impactos sociais e ambientais das leis em Mato Grosso. O apresentador concluiu enfatizando a necessidade de atenção às questões ambientais, sem comprometer a subsistência de comunidades dependentes de atividades como a pesca. A polêmica em torno dessas leis promete continuar gerando debates e reflexões na sociedade mato-grossense.
















