A conduta reservada de Dilemário, justamente no auge de uma crise envolvendo a base do prefeito, levanta suspeitas e alimenta rumores.

Celular de vereador afastado cita “terceiro nome”; Dilemário some da imprensa após escândalo de corrupção atingir base de Abílio

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O vereador Dilemário Alencar (Podemos), líder do prefeito Abílio Brunini (PL) na Câmara Municipal de Cuiabá, tem adotado uma postura inusitadamente discreta nos últimos dias. Conhecido por sua atuação combativa, discursos inflamados e áudios exaltados em grupos de WhatsApp, o parlamentar parece ter perdido o fôlego político que lhe era característico.

Desde o afastamento do vereador Sargento Joelson (MDB), investigado por suspeita de recebimento de propina de uma empresa prestadora de serviços públicos, Dilemário tem evitado aparições públicas e recusado entrevistas. O silêncio repentino chama atenção, principalmente após a revelação de que, no celular apreendido de Joelson pela polícia, haveria a menção a um terceiro vereador que também seria beneficiado no esquema de corrupção.

A especulação sobre quem seria esse terceiro nome intensificou o clima de tensão nos bastidores do Legislativo cuiabano. A conduta reservada de Dilemário, justamente no auge de uma crise envolvendo a base do prefeito, levanta suspeitas e alimenta rumores.

Enquanto o escândalo abala o núcleo político de sua gestão, o prefeito Abílio Brunini parece alheio à gravidade dos fatos. Em uma imagem que circulou nas redes sociais, o chefe do Executivo foi flagrado deitado em um sofá no plenário da Câmara, com os pés apoiados em uma cadeira de madeira, bem no centro do patrimônio público. O gesto, interpretado por muitos como desrespeitoso, reforça a percepção de que o governo municipal assiste de camarote à desintegração de sua própria base.

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