Uma operação de combate ao desmatamento ilegal e às queimadas resultou na aplicação de R$ 86,8 milhões em multas ambientais nos municípios de Aripuanã e Colniza, no noroeste de Mato Grosso. A ação, encerrada no sábado (17), fiscalizou 10,3 mil hectares ao longo de 13 dias e também resultou na apreensão de três armas de fogo e munições.
Batizada de Abafa Amazônia II, a operação teve como alvo áreas com suspeitas de desmatamento ilegal, exploração irregular de madeira, uso indevido do fogo e ocupações clandestinas, especialmente na região do distrito de Guariba. A fiscalização foi direcionada a partir de dados de monitoramento ambiental e informações sobre possíveis irregularidades.
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso, dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontaram uma elevada concentração de focos de calor no noroeste do estado, mesmo durante o período de proibição do uso do fogo, iniciado em julho. Colniza foi identificada como o município com o maior número de focos de calor em Mato Grosso.
Durante a fiscalização em Colniza, as equipes encontraram indícios de ocupação irregular em uma área que já estava embargada. No local, havia um barraco recém-construído, com objetos que indicavam uso recente. Sob um colchão, os agentes localizaram uma arma de fogo calibre .22 e dez munições.
Em Aripuanã, outras duas espingardas, dos calibres .32 e .20, foram apreendidas. As equipes também utilizaram aeronaves para alcançar regiões de difícil acesso e identificar possíveis invasões, áreas desmatadas e queimadas.
A operação foi coordenada pelo Corpo de Bombeiros e reuniu equipes da Polícia Militar Ambiental, Polícia Civil, Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), Força Nacional e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).
Em Mato Grosso, o período proibitivo do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais começou em 1º de julho e segue até 30 de novembro. Nas áreas urbanas, a proibição vale durante todo o ano. Denúncias de queimadas irregulares podem ser feitas pelos telefones 193, do Corpo de Bombeiros, e 190, da Polícia Militar.





















