Justiça condena réu a 28 anos por homicídio e organização criminosa

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SORRISO

por ASSESSORIA

quarta-feira, 28 de outubro de 2026, 08h46

O Tribunal do Júri da comarca de Sorriso (a 420 km de Cuiabá) condenou Welliton Sousa, conhecido como “Neguinho Pesadelo”, pelo homicídio qualificado de Andrei Cordeiro de Moura, de 17 anos, pela tentativa de homicídio qualificado de Elinésio Pereira de Moura, pai do adolescente, e por integrar organização criminosa armada. A pena total foi fixada em 28 anos, um mês e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado.

 


Welliton forneceu a arma e prestou apoio à execução dos crimes e à fuga do atirador, que não foi identificado. Nos dois crimes contra a vida, os jurados reconheceram as qualificadoras do motivo torpe e do recurso que dificultou a defesa das vítimas.

 


Os crimes ocorreram na noite de 1º de maio de 2024, no bairro Mário Raiter. Conforme a acusação, o ataque foi motivado pela rivalidade entre facções criminosas, porque os envolvidos suspeitavam que Andrei tivesse ligação com um grupo rival ao Comando Vermelho. A mãe do adolescente negou que o filho integrasse facção.

 

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Ao saber das ameaças, a mãe tentou retirar Andrei da cidade. Enquanto providenciava uma passagem rodoviária, Elinésio saiu com o filho na tentativa de resolver a situação. Pai e filho foram à residência onde Welliton morava. No local, o homem que efetuaria os disparos embarcou no veículo das vítimas e as convenceu a seguir até uma região afastada, próxima a um milharal.

 


Welliton acompanhou todo o trajeto em uma motocicleta e permaneceu nas redondezas para prestar apoio ao executor. Imagens de câmeras de vigilância registraram o encontro e a movimentação dos veículos, corroborando o acompanhamento das vítimas e o apoio à fuga do atirador.

 


Durante o ataque, Elinésio conseguiu sair do carro e fugir, sendo perseguido pelo executor. Mesmo atingido, escondeu-se no milharal e buscou ajuda posteriormente. Andrei, também ferido, conduziu o veículo até as proximidades da residência de familiares. Socorrido e encaminhado ao Hospital Regional de Sorriso, o adolescente não resistiu aos ferimentos. O pai recebeu atendimento médico e sobreviveu ao ataque.

 

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Após os disparos, Welliton buscou o executor de motocicleta, deu-lhe fuga e recebeu o revólver de volta. A arma foi localizada em sua residência no dia seguinte. O confronto balístico confirmou que o projétil retirado do corpo de Andrei foi disparado pelo revólver apreendido.

 


Os dados extraídos do celular de Welliton revelaram mensagens sobre a guarda e a ocultação da arma, além de fotografias, vídeos e conversas que evidenciaram seu vínculo com o Comando Vermelho e sua atuação em atividades de vigilância, monitoramento de viaturas policiais e cumprimento de ordens da facção.

 


O Ministério Público do Estado de Mato Grosso foi representado em plenário pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino, titular da 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Sorriso.

 


“O veredito reafirma a defesa da vida e o enfrentamento às facções. Nenhuma organização criminosa pode decidir quem deve viver ou morrer. A autoridade da lei deve prevalecer sobre a violência”, destacou o promotor de Justiça.


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Fonte: MPMT

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