Sistemas críticos como AGHUSe e IndicaSUS saíram do ar na noite do último sábado (31.10); Hospital Central opera em plano de contingência para evitar colapso no atendimento.

Hackers sequestram dados da SES-MT e exigem resgate pela segunda vez

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Uma nova invasão cibernética paralisou os principais sistemas de gestão de saúde pública do Estado de Mato Grosso. O ataque de ransomware, identificado no final da noite de sábado (31.10), deixou inoperantes os sistemas AGHUSe e IndicaSUS, afetando diretamente a comunicação entre a rede hospitalar e a Central de Regulação do Estado.

O grupo hacker responsável pelo ataque, que assina como “Gentlemen”, deixou uma nota de resgate intitulada README-GENTLEMEN.txt no servidor oficial da secretaria. Além de criptografar os dados da rede, os criminosos afirmam ter extraído informações confidenciais mantidas nos servidores e órgãos do governo.

Ameaça de vazamento e prazo fixado

No comunicado, os invasores alertam que qualquer tentativa de descriptografar os arquivos sem a chave original resultará na perda irreversível dos dados.

O grupo estabeleceu um ultimato: caso os responsáveis não entrem em contato via redes criptografadas (Tox ou SimpleX) em até 7 dias (com uma contagem regressiva de 239 horas exibida no blog do grupo na dark web), as informações sigilosas extraídas da SES-MT serão publicadas em fóruns de vazamento e redes sociais. Os invasores ainda ironizam o apoio das autoridades e de empresas de cibersegurança.

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“Polícia, autoridades e empresas de ‘recuperação de dados’ não vão te ajudar. Eles só vão desperdiçar seu tempo, pegar seu dinheiro e bloquear a recuperação — seu negócio será perdido”, diz trecho do arquivo deixado no sistema da SES-MT.

Para comprovar que possuem a chave de restauração, os criminosos ofereceram a descriptografia gratuita de três arquivos de teste.

Impacto direto no atendimento

A indisponibilidade dos sistemas afetou de imediato a operação do Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso (HCAC).

Em comunicado oficial encaminhado à Coordenadoria de Articulação e Regulação de Urgência e Emergência de Leitos Hospitalares da SES-MT na manhã de domingo (01), a Coordenadora de Regulação e Fluxo do Paciente do Hospital Central (gestão Hospital Israelita Einstein), Juliana da Silva Santos, confirmou que os sistemas saíram do ar por volta das 22h do dia 31/10/2026.

Para evitar a interrupção nos cuidados aos pacientes, as equipes médicas e administrativas adotaram regime de contingência imediato. O acompanhamento dos pacientes e as solicitações de regulação estão sendo feitos por fluxos operacionais paralelos.

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A direção do hospital alertou a Central de Regulação que poderão ocorrer atrasos, limitações no acesso ao histórico dos pacientes e dificuldades no retorno às demandas de urgência/emergência até que a situação seja normalizada.

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