Soja regenerativa reposiciona produção brasileira no mercado global de proteínas vegetais

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A soja brasileira inicia um novo ciclo de posicionamento internacional, impulsionada pela adoção de práticas de agricultura regenerativa e pela busca por cadeias produtivas com menor pegada de carbono. Empresas do setor, como a CJ Selecta, demonstram que o grão, frequentemente associado a emissões e desmatamento, também pode integrar soluções climáticas globais.

Agricultura regenerativa: novas práticas no campo

Entre as técnicas aplicadas estão o plantio direto, rotação de culturas, uso de plantas de cobertura e maior utilização de insumos biológicos. Essas práticas contribuem para:

  • Melhorar a saúde do solo;
  • Aumentar a retenção de carbono;
  • Reduzir a dependência de fertilizantes sintéticos e combustíveis fósseis.

Segundo Patrícia Sugui, head de ESG e Comunicação da CJ Selecta, a iniciativa visa reposicionar a soja brasileira no mercado global de proteínas vegetais, fortalecendo a percepção internacional sobre o produto. “Estamos em uma nova era, a era da regeneração da soja”, afirma.

Derivados da soja e papel em cadeias globais

O concentrado proteico de soja (SPC), amplamente usado na alimentação animal, especialmente na aquicultura, é um exemplo de derivado estratégico. “Nosso compromisso é fornecer um produto de baixa emissão para essa indústria”, explica Sugui, destacando o impacto positivo das práticas regenerativas na redução de emissões durante a produção.

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De acordo com a empresa, a pegada de carbono do SPC é de 0,617 kg de CO₂ por quilo produzido, com cerca de 81% das emissões concentradas na etapa agrícola e 19% na industrial. A operação atual é baseada em cadeias livres de desmatamento e conversão de terras, o que contribui para a redução gradual do impacto ambiental.

Transparência e credibilidade nos relatórios de emissões

Desde 2018, a CJ Selecta publica relatórios de pegada de carbono auditados, com dados comparáveis internacionalmente. A metodologia mais recente segue o padrão europeu Product Environmental Footprint (PEF), garantindo que os resultados possam ser analisados de forma consistente em mercados globais.

Sugui ressalta que o setor busca evitar práticas de greenwashing ou ‘regen washing’, reforçando a necessidade de indicadores claros, metas definidas e relatórios transparentes para comprovar as credenciais ambientais.

Programa Renova Terra incentiva adoção de práticas regenerativas

Lançado em 2024, o programa Renova Terra incentiva produtores a implementar sistemas agrícolas que aumentem a retenção de carbono e reduzam o uso de insumos sintéticos. A iniciativa visa expandir essas práticas não apenas na produção de óleo de soja, mas também em derivados como o SPC, fortalecendo toda a cadeia produtiva.

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Sugui destaca que a transição depende do engajamento conjunto de diferentes atores do setor. Além de reduzir emissões, os sistemas regenerativos fortalecem a resiliência das propriedades rurais frente a eventos climáticos extremos. “Quando o solo tem vida e os sistemas estão equilibrados, os fornecedores estão mais preparados para enfrentar variações do clima”, afirma.

Debate internacional sobre soja sustentável

A estratégia da soja regenerativa foi apresentada no North Atlantic Seafood Forum (NASF), em Bergen, Noruega, evento global da indústria de aquicultura, mostrando exemplos de como a soja do Brasil pode contribuir para cadeias alimentares mais sustentáveis e de baixa emissão de carbono.

O avanço das práticas regenerativas reforça a capacidade do Brasil de posicionar sua soja como referência internacional em sustentabilidade, oferecendo produtos ambientalmente responsáveis para a crescente demanda global por proteínas vegetais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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