O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Cultura (MinC) realizaram a live “Cultura e Plano Clima: Tecendo a 6ª Teia Nacional”, na última semana. A atividade formativa visa fortalecer o diálogo entre as pastas e compartilhar as experiências em territórios e no enfrentamento à mudança do clima.
O MMA foi representado pela diretora do Departamento de Políticas para Adaptação e Resiliência à Mudança do Clima, da Secretaria Nacional de Mudança do Clima, Inamara Mélo. Na ocasião, ela apresentou o Plano Clima Adaptação, voltado a aumentar a resiliência do país às alterações do clima. Entre as nove metas que o documento estabelece, a oitava é proteger o patrimônio cultural e preservar práticas culturais, locais e de patrimônio frente aos riscos relacionados à mudança do clima.
“Essa parceria tem um caráter absolutamente estrutural, que envolve também a sensibilização da sociedade sobre a urgência da mudança do clima, sobre a necessidade de proteção do patrimônio cultural, material e imaterial. Essa iniciativa, portanto, inclui a salvaguarda dos espaços de memória, a formação de gestores e agentes culturais e a produção de materiais de referência para os setores”, destacou a diretora do MMA sobre o evento.
Inamara Mélo ressaltou ainda a importância do Acordo de Cooperação Técnica (ACT) voltado à promoção da integração entre sustentabilidade e cultura, assinado entre as pastas no último 30 de março. O acordo prevê a integração de dados ambientais e culturais, a implementação de gestão de riscos ao patrimônio material e o intercâmbio técnico entre as instituições. Também estão previstas medidas de adaptação climática em políticas de preservação e ações que conciliem proteção ambiental e patrimônio histórico.
“O Governo do Brasil tem feito um grande esforço para integrar as agendas, tornando a agenda multissetorial, multinível e também participativa e justa”, disse ainda a diretora.
A secretária de Cidadania e Diversidade Cultural do MinC, Márcia Rollemberg, ressaltou a importância da intersecção entre as pastas. “Tivemos algumas inserções com a Política Nacional de Culturas Tradicionais, que traz toda essa questão dos saberes. São as comunidades mais atingidas, muitas vezes, que mais guardam o meio ambiente, as florestas, e que têm uma relação sagrada de cosmovisão com esses territórios. Embora muitos deles precarizados, vulnerabilizados, marginalizadas com a expansão imobiliária, fazendas e o garimpo”, destacou.
A atividade integra uma trilha formativa voltada ao fortalecimento do diálogo entre cultura e meio ambiente, reunindo experiências de Pontos de Cultura e iniciativas que atuam diretamente nos territórios e contribuem para o enfrentamento da mudança do clima.
A 6ª Teia Nacional é o principal evento dos pontos de cultura do país e, nesta edição, tem como tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”. O debate ocorrerá entre 19 e 24 de maio de 2026 e abordará os impactos da mudança do clima nas comunidades e povos tradicionais.
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