A movimentação ocorre em meio a denúncias que apontam para uma possível interferência política na estrutura administrativa, especificamente com indicações ligadas ao vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita Flávia Moretti (PL) na Câmara Municipal.

Várzea Grande: MP apura denúncias de interferência política em PADs e revisa enquadramentos da gestão

MPMT

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O Ministério Público (MP) instaurou procedimento para investigar a condução de Processos Administrativos Disciplinares (PADs) e os critérios de enquadramento funcional de servidores públicos na Prefeitura Municipal de Várzea Grande. A apuração, registrada sob o número 003430-005/2026, analisa possíveis violações aos princípios da administração pública.

Conforme documentos obtidos pela reportagem, o MP solicitou a apresentação das cópias integrais dos PADs 01 e 02, além de requisitar esclarecimentos sobre a alteração na composição da Comissão responsável por esses julgamentos. A movimentação ocorre em meio a denúncias que apontam para uma possível interferência política na estrutura administrativa, especificamente com indicações ligadas ao vereador Bruno Rios (PL), líder da prefeita Flávia Moretti (PL) na Câmara Municipal.

Denúncias e questionamentos

O procedimento administrativo aponta para indícios de falhas processuais em casos anteriores. Documentos enviados aos órgãos de controle questionam a aplicação de penalidades em processos como o PAD 062/2023, alegando que a sanção aplicada estaria em desacordo com o estatuto vigente.
“A única pena possível era demissão. Aplicaram destituição de função de comissão. Pena que é exclusiva de comissionados, não de efetivos (mesmo que ocupassem um cargo em comissão). Artigo 145 do Estatuto”, aponta um dos trechos da denúncia formalizada junto ao Ministério Público.

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O documento também levanta suspeitas sobre a morosidade e a suposta obstrução de justiça em casos envolvendo servidores, questionando a ausência de afastamentos cautelares: “Porque nenhum servidor é afastado cautelarmente, permitindo que todos negociem abertamente suas absolvições? Interferindo até na composição da Comissão?”.

Em resposta à fiscalização dos órgãos de controle, a Controladoria Municipal iniciou um pente-fino em aproximadamente 800 enquadramentos realizados nos últimos dois anos. O objetivo da medida é verificar a conformidade técnica e a legalidade das ascensões e enquadramentos funcionais realizados no período.

O Ministério Público investiga, ainda, o histórico de condução de outros procedimentos, citando nominalmente processos como o PAD 042/2019, o PAD 025/2022 e o PAD 079/2015, sob alegação de prescrição ou aplicação indevida de penalidades.

A reportagem ressalta que o procedimento do MP segue em fase de “Notícia de Fato” e que os envolvidos terão a oportunidade de apresentar as devidas justificativas dentro do processo administrativo.

 

Rascunhos _ informantevg@proton

Simp – Diploma Falso

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