O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou durante uma live em seu Instagram, na manhã deste sábado (08), que a cidade enfrenta um aumento expressivo nos casos de chikungunya. Segundo ele, a situação se agrava porque a população não estaria colaborando no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.
De acordo com Brunini, até o momento, dois óbitos já foram confirmados e outros dois estão em investigação. Ele fez um apelo para que os cuiabanos ajudem a eliminar possíveis focos do mosquito, principalmente locais com água parada. “Por favor, nos auxiliem”, reforçou a secretária municipal de Saúde, a médica Lúcia Helena Barboza Sampaio, que acompanhava o prefeito na transmissão.
Os dados do Painel Arboviroses apontam que, em apenas 21 dias, Cuiabá registrou 820 casos prováveis e 781 confirmações de chikungunya. A Capital está no nível 2 do painel de monitoramento, o que indica um cenário preocupante.
Apesar do apelo feito pela atual gestão, grande parte da população cobram medidas mais efetivas por parte do poder público. Desde o início do ano, a administração municipal tem enfrentado críticas devido ao decreto que obriga todas as unidades de saúde a atenderem sem agendamento e sem classificação de risco, o que, segundo profissionais da área, resultou no colapso do sistema. Além disso, não há campanhas de conscientização sobre o combate ao Aedes aegypti, apenas discursos atribuindo a culpa à população.
Enquanto o número de casos cresce rapidamente, a Prefeitura precisa equilibrar ações emergenciais para conter o surto e melhorar a estrutura da saúde pública, que vive um momento de caos. A preocupação agora é evitar que a epidemia de chikungunya se agrave ainda mais nos próximos meses.





















