A situação expõe a ineficiência administrativa que coloca em risco milhares de pacientes dependentes do medicamento, muitos deles em situação de vulnerabilidade.

Gestão Abílio desperdiça 1 milhão de comprimidos de remédio para pressão em meio ao caos na saúde de Cuiabá, aponta MP

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Um relatório do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) revelou um cenário de descaso na gestão da saúde pública sob a administração do prefeito Abílio Brunini: mais de 1 milhão de comprimidos de Enalapril, medicamento essencial para o controle da hipertensão, foram inutilizados e descartados devido a falhas graves na distribuição e no planejamento da Secretaria Municipal de Saúde.

Pela informações, os remédios venceram sem serem utilizados, mesmo com unidades de saúde da capital fazendo pedidos ativos. A situação expõe a ineficiência administrativa que coloca em risco milhares de pacientes dependentes do medicamento, muitos deles em situação de vulnerabilidade.

Falta de gestão e desperdício de recursos públicos

O Enalapril é um dos remédios mais básicos no tratamento de hipertensão e insuficiência cardíaca, condições que exigem uso contínuo. O desperdício em massa ocorreu devido a falhas na logística e na distribuição, possivelmente agravadas por má gestão de estoques e falta de comunicação entre a Secretaria de Saúde e as unidades de atendimento.

O MP já cobra explicações da gestão municipal, que, até agora, não se manifestou oficialmente sobre o caso. O descarte de medicamentos em meio a fila de espera por consultas e falta crônica de remédios em postos de saúde escancara a desorganização do sistema, que afeta diretamente a população.

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Impacto na saúde pública

Enquanto toneladas de remédios são jogados fora, pacientes reclamam da falta do mesmo medicamento em farmácias populares e UPAs. O caso do Enalapril é apenas a ponta do iceberg: relatos de desabastecimento de outros medicamentos essenciais já eram frequentes, mas o volume desperdiçado choca pela dimensão.

O Ministério Público deve aprofundar as investigações para apontar responsabilidades e determinar se houve negligência ou má-fé por parte dos gestores. Enquanto isso, a população cuiabana paga o preço de mais um fracasso na administração da saúde pública.

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