O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, criticou a falta de avanços sociais no estado nos últimos 25 anos. Segundo ele, enquanto a produção agrícola cresceu, a redução da pobreza e da fome não acompanhou o mesmo ritmo, deixando comunidades em situação de extrema vulnerabilidade.
Ao apresentar dados do Plano Mato Grosso 2050, Sérgio Ricardo afirmou que Mato Grosso é marcado por desigualdades e “ilhas de miséria”. Ele também chamou atenção para a insegurança alimentar e para os índices de hanseníase, que colocam o estado entre os líderes do país na doença.
O presidente criou um grupo de trabalho para mapear a fome nos municípios. De acordo com os dados apresentados, 885 mil mato-grossenses vivem em situação de insegurança alimentar. Nos casos mais graves, 95 mil pessoas chegam a ficar um dia ou mais sem comida. As áreas mais críticas abrangem de 40 a 50 municípios, com cerca de 1 milhão de habitantes.
Sérgio Ricardo também comparou a liderança de Mato Grosso na produção de grãos e carne à falta de comida na mesa da população.
O mapeamento deve ajudar a embasar propostas do Plano MT 2050, que prevê ações de combate à pobreza e à insegurança alimentar para os próximos 25 anos.





















