TJMT leva experiência em recuperação ambiental a encontro nacional do Tribunal Superior do Trabalho

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Um grupo, de mais de 40 pessoas, posa para foto oficial num auditório. A maioria está em pé e segura certificados, enquanto quatro mulheres aparecem agachadas à frente. No fundo, há um banner verde e branco com o título "11º Encontro Nacional de Sustentabilidade da Justiça do Trabalho".O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) apresentou o Projeto
CompensaJUD no 11º Encontro Nacional de Sustentabilidade da Justiça do
Trabalho, realizado entre os dias 14 e 16 de outubro no Tribunal Superior do
Trabalho (TST), em Brasília (DF). Convidado a conduzir uma oficina, o Núcleo de
Sustentabilidade do TJMT compartilhou a experiência de recuperação ambiental
desenvolvida pela instituição e mostrou como o plantio planejado de espécies
nativas pode integrar as estratégias de compensação das emissões de gases de
efeito estufa.

Promovido pelo TST, o encontro reuniu magistrados e servidores que atuam
na gestão da sustentabilidade dos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), além
de especialistas convidados e representantes da própria Justiça do Trabalho. A
programação abordou temas como mudanças climáticas, descarbonização
institucional, governança socioambiental e planejamento sustentável, com
destaque para a implementação do Programa Justiça Carbono Zero, instituído pela
Resolução nº 594/2024 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Justiça Carbono Zero

Elaine Alonso em pé, à direita, fala para um grupo de cerca de 10 pessoas sentadas em mesas brancas dispostas em formato de "U", em uma sala de aula. Ela segura um microfone e está de frente para os participantes. À direita dela, há um projetor exibindo slides e um flipchart.A participação do TJMT ocorreu por meio da oficina “Justiça Carbono Zero
na prática: do inventário ao plano de descarbonização”, ministrada pela
servidora Elaine Cristina Pincerato Alonso, assessora do Núcleo de
Sustentabilidade. Com duração de três horas, a atividade reuniu representantes
de tribunais de diferentes estados para compartilhar conhecimentos técnicos e
metodologias de elaboração de inventários de gases de efeito estufa e
planejamento de medidas de descarbonização.

A facilitadora da oficina destacou a oportunidade de compartilhar a
experiência do TJMT e trocar conhecimentos com profissionais de diferentes
instituições. “Foi um momento de muito aprendizado e troca de experiências com
profissionais de diferentes tribunais, que nos permitiu conhecer novas ideias,
compartilhar soluções e fortalecer a parceria entre as instituições na busca
por um Judiciário cada vez mais sustentável”, relatou Elaine Alonso.

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Elaine explicou que teve a oportunidade de compartilhar o trabalho
desenvolvido no TJMT e mostrar como transformar o compromisso com a
descarbonização em ações concretas. “Apresentei o CompensaJUD, um projeto que
mostra como a recuperação ambiental pode contribuir para a compensação das
emissões de gases de efeito estufa”.

Close de Elaine Alonso, assessora do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, durante a oficina. Ela tem cabelos longos e pretos e usa um vestido roxo por baixo de um blazer bege aberto. Segura um microfone preto com a mão direita e está falando, olhando para a esquerda da imagem.A oficina foi bem recebida pelos profissionais que atuam diretamente na
gestão da sustentabilidade em outros tribunais. Taynah Borsoi de Siqueira,
técnica judiciária da área administrativa e chefe da Seção de Sustentabilidade
do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (TRT-17), do Espírito Santo, destacou
a clareza da apresentação e a contribuição do conteúdo para o trabalho técnico
realizado pela equipe.

“A oficina foi excelente. A Elaine foi muito didática e trouxe
informações importantes para a elaboração do inventário de emissões,
esclarecendo dúvidas que eu tinha sobre o escopo 3. Também tivemos discussões
muito interessantes sobre a compensação das emissões, incluindo a aquisição de
créditos de carbono. Os exercícios dinâmicos ajudaram bastante na compreensão
do conteúdo e tornaram o aprendizado ainda mais proveitoso”, avaliou Taynah.

Recuperação ambiental com aplicação prática

Coordenado pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo, o CompensaJUD foi
apresentado aos participantes desde o planejamento até a execução das ações. A
metodologia contempla a identificação de áreas adequadas, a escolha de espécies
nativas, a articulação de parcerias institucionais, o plantio e os
procedimentos de manutenção e monitoramento.

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O projeto já foi implementado nas comarcas de Várzea Grande e Chapada
dos Guimarães, em novembro de 2025, e tem previsão de expansão para outras
localidades de Mato Grosso a partir de 2027.

A recuperação da vegetação nativa contribui para a conservação da
biodiversidade e a recuperação de áreas degradadas. À medida que as árvores
crescem, também armazenam carbono na biomassa, o que pode contribuir para a
remoção de dióxido de carbono na atmosfera. A mensuração desse benefício
depende de acompanhamento técnico e da quantificação das remoções, em conjunto
com as medidas de redução das emissões institucionais.

Para a gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Bagão Schoffen,
o reconhecimento nacional do projeto representa uma oportunidade de
compartilhar soluções e estimular outras instituições a desenvolver iniciativas
adequadas às suas realidades.

“Ver o CompensaJUD ganhar espaço no cenário nacional e ser reconhecido
como uma boa prática é motivo de grande satisfação para toda a nossa equipe.
Nossa expectativa é que essa experiência possa inspirar e ser replicada por
outras instituições, respeitando suas realidades locais. A sustentabilidade se
fortalece quando compartilhamos conhecimentos, somamos esforços e transformamos
boas ideias em ações concretas”, afirmou Jaqueline.

Fotos: Fellipe Sampaio e Pedro França/TST

Fonte: TJMT

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