Buzetti endurece tom, questiona denúncias e protagoniza embate com Taques

Buzetti sai em defesa de Mendes e tenta transformar CPI em duelo político

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O depoimento do ex-governador Pedro Taques (PSB) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, nesta quarta-feira (25), transformou-se em um palco de intensos embates políticos, com a senadora Margareth Buzetti (Progressistas) assumindo a linha de defesa do governador Mauro Mendes (União Brasil). A postura da senadora, que já havia articulado para postergar a convocação de Taques, gerou um confronto direto sobre as acusações de irregularidades no governo de Mato Grosso .
Durante a oitiva, Margareth Buzetti questionou veementemente os dados apresentados por Pedro Taques, que denunciava supostas fraudes e desvios envolvendo o Banco Master, a Capital Consig e o acordo milionário com a Oi S.A. A senadora chegou a sugerir que as críticas de Taques poderiam ser motivadas por uma “mágoa” política, decorrente da derrota nas eleições de 2018 para Mauro Mendes. O ex-governador, por sua vez, negou categoricamente a acusação, reafirmando a seriedade de suas denúncias .

Articulação e Contexto Político

A presença e a atuação incisiva de Buzetti na CPI não passaram despercebidas. Antes do depoimento, a senadora liderou uma articulação junto ao relator da comissão, que resultou no adiamento da convocação de Taques. Essa manobra, amplamente noticiada, foi interpretada como uma tentativa de blindar o governo Mendes e evitar que as denúncias do ex-governador ganhassem maior visibilidade .
O cenário político de Mato Grosso, já aquecido pelas acusações de Taques e pela resposta de Mendes – que chegou a chamar o ex-governador de “Pinóquio” –, ganhou mais um capítulo com o confronto na CPI. A defesa de Buzetti reforça a polarização e a complexidade das relações políticas no estado, especialmente em um ano pré-eleitoral.

Outras Vozes na Comissão

Além do embate central, outros senadores mato-grossenses também participaram da oitiva. Wellington Fagundes (PL) e Jayme Campos (União Brasil) fizeram perguntas em tons mais imparciais, buscando esclarecer pontos técnicos e processuais das denúncias, sem se alinhar diretamente a nenhuma das partes em confronto . A atuação desses parlamentares buscou manter o foco nas investigações da CPI, que apura crimes de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras em nível nacional.
As revelações e os confrontos na CPI do Crime Organizado prometem continuar a pautar o debate político em Mato Grosso, com desdobramentos que podem impactar as próximas eleições e a imagem dos envolvidos.
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