O prefeito de Belo Horizonte (MG), Álvaro Damião (União Brasil), também enfrenta acusações de tentar acabar com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) na capital mineira.
As acusações acontecem ao mesmo tempo que o governo de Mato Grosso também inicou o processo de desmonte do serviço, ainda sob gestão do ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, também do União Brasil, em processo continuado pelo seu sucessor Otaviano Pivetta (Republicanos).
No dia 17 de abril, os profissionais do Samu de BH foram surpreendidos com o anúncio da demissão de 25% dos técnicos de enfermagem. O corte foi divulgado durante uma reunião convocada pela prefeitura e deve acontecer nesta sexta-feira (1º/5), data em que se comemora o Dia do Trabalho.
O comunicado, enviado aos profissionais, afirma que o quantitativo de contratados passará de 198 para 151.
Na prática, as ambulâncias passarão a operar com apenas um profissional de saúde, além do condutor.
Prefeito de BH adota mesmo discurso de Pivetta: “remanejamento”
Nesta terça-feira (28), após reação negativa da medida, o prefeito de BH tentou se explicar e afirmou que não fez cortes no Samu, apenas “remanejamentos”.
Após o anúncio feito pela prefeitura, a deputada federal por Minas Gerais, Duda Salabert (PSOL), afirmou que iria destinar R$ 2 milhões, por ano, por meio de emenda parlamentar, para manter os técnicos de enfermagem do Samu.
“A prefeitura alega não ter dinheiro. Fiz um cálculo e vi que, em salários, o valor chegaria a R$ 2 milhões por ano. Se é esse o problema, me comprometo a enviar R$ 2 milhões por ano em emenda parlamentar para a prefeitura para pagar esses salários”, afirmou a parlamentar em um vídeo publicado nas redes sociais.
















