O deputado estadual Beto Dois a Um empenhou, apenas em 2025, R$ 400 mil em emendas parlamentares para a AMC – Associação Mato-Grossense de Cultura, entidade presidida pelo trompetista Marcos Levi Barros. A mesma associação que, até o final de 2024, já acumulava mais de R$ 53 milhões em contratos, mesmo sem apresentar estrutura física consolidada ou sede compatível com o volume de recursos movimentados.
A escolha da AMC como beneficiária recorrente de recursos públicos reforça uma lógica criticada no parlamento mato-grossense: a priorização de entidades sem histórico de relevância social ou estrutura consolidada, em detrimento de políticas públicas com execução direta. Beto Dois a Um, que já foi secretário de Cultura no governo Mauro Mendes, é apontado nos bastidores como o principal entusiasta da chamada “via das associações”, modelo que ganhou notoriedade — e desconfiança — após o escândalo revelado pela Operação Suserano.




















