O deputado estadual Diego Guimarães (PL-MT) tem destinado parte significativa de suas emendas parlamentares à Associação Mato-Grossense de Cultura (AMC), uma entidade de atuação pouco transparente, sem sede física estruturada, site desatualizado e baixo reconhecimento público. Só em abril de 2024, dois termos de fomento firmados com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT) repassaram R$ 400 mil para a realização de eventos em Tapurah (Feira Gastronômica) e Guarantã do Norte (1º Encontro Turístico Motociclístico), ambos executados pela AMC.
Embora o apoio a iniciativas culturais seja legítimo, a insistência na parceria com uma associação de perfil questionável exige mais do que boa-fé: demanda fiscalização rigorosa. Em 2024, Guimarães concentrou sua agenda parlamentar quase que exclusivamente em convênios com a AMC, que já recebeu vultosos recursos públicos via emendas estaduais.
A sociedade mato-grossense, no entanto, ainda aguarda respostas sobre os critérios que justificam a escolha recorrente dessa entidade e, principalmente, sobre os resultados efetivos desses investimentos. Enquanto municípios como Tapurah e Guarantã do Norte recebem eventos pontuais, o mandato do deputado segue marcado pela ausência de projetos estruturantes e por uma atuação parlamentar discretíssima.
A pergunta que fica é: a quem, de fato, serve a parceria entre Diego Guimarães e a AMC? Em um cenário de escassez de transparência e de fragilidade na prestação de contas, a resposta precisa vir acompanhada de ações concretas – e não apenas de festas e eventos que se esgotam em si mesmos. (com informações blogdopopo)



















