Há quase seis meses, o gabinete de intervenção estadual assumiu a gestão da pasta da saúde municipal com o objetivo declarado de reorganizar a administração da política de saúde pública. Isso incluiu o cumprimento de decisões judiciais pendentes, a realização de cirurgias, a disponibilização de exames e medicamentos, bem como a resolução de outras demandas reprimidas que haviam se acumulado no município. No entanto, a realidade percebida pelos usuários do sistema de saúde não condiz com as promessas e intenções proclamadas pelo governo estadual.
Um incidente que chamou a atenção foi o registro de um boletim de ocorrência por deputados que realizaram uma fiscalização na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Verdão no mês de abril. Essa ação foi motivada por denúncias sobre a falta de médicos, destacando a gravidade da situação e a falta de resposta efetiva para a crise na saúde pública.
O portal Novidades MT tem recebido relatos angustiados da população, que já não sabe onde buscar ajuda, senão através dos meios de comunicação, na esperança de chamar a atenção para esses problemas. Entre as perguntas mais frequentes está a indagação sobre o paradeiro dos vereadores de oposição, que até então não tomaram medidas concretas para lidar com essa crise.
Muitos se perguntam: “Onde estão os vereadores da saúde que em 2022 realizaram uma série de visitas às unidades secundárias de saúde, como Policlínicas e UPAs, em Cuiabá, a fim de avaliar de perto a qualidade do atendimento médico à população?”. A verdade é que vários vereadores de oposição ao prefeito, que costumavam apontar os problemas nas unidades de saúde municipais, parecem ter cessado completamente suas atividades de fiscalização desde que a intervenção estadual assumiu o controle. No entanto, os problemas persistem e, em alguns casos, até mesmo se agravaram. Surpreendentemente, esses mesmos vereadores agora mantêm um silêncio sepulcral em relação aos problemas de saúde enfrentados pela população cuiabana.
É evidente que a situação da saúde em Cuiabá exige ações concretas e imediatas, independentemente de agendas políticas. A população está sofrendo e buscando desesperadamente soluções para seus problemas de saúde. É responsabilidade das autoridades e dos representantes eleitos atuar em prol do bem-estar da comunidade, em vez de se esquivar de suas responsabilidades. Nesse momento crítico, é crucial que todos os envolvidos se unam para enfrentar e resolver os desafios que assolam o sistema de saúde local.

















