AMEAÇA AO PARQUE DE CHAPADA

Lúdio diz que Parque de Chapada não é empreendimento para entretenimento da população

Foto: Reprodução

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT), falou durante a sua participação na Comissão do Meio Ambiente, do Senado Federal, que o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães não é um empreendimento para entretenimento da população e sim, uma unidade de conservação de uso restrito.

O parlamentar explicou que o parque tem mais de 32 mil hectares, e que isso tem que ficar claro para compreender qual o papel de União e Estado, para manter essa conservação ambiental.

“São 32 mil hectares num bioma cerrado, na Chapada, que tem uma paisagem belíssima, porque se você tem um planalto e aí você tem a planície, a Chapada tem uma relação importantíssima com o bioma Pantanal, faz parte da reserva da biosfera, tem uma fauna riquíssima, espécies ameaçadas da extinção, tem uma flora riquíssima também, tem uma importância geológica. O Parque Nacional de Chapada dos Guimarães acabou de passar por um estudo importantíssimo, conduzido pela Universidade Federal do Mato Grosso para fazer dali um parque geodésico, que vai ser inclusive submetido à apreciação internacional muito brevemente, sem falar da paisagem, sem falar de qualquer outra coisa, é lá que estão as nascentes de rios importantes que alimentam o Pantanal e que abastecem a população de Cuiabá e da baixada cuiabana. O Véu de Noiva é o Rio Coxipó que está lá dentro de Cuiabá”, defendeu o deputado na comissão.

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Lúdio também disse que o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães atualmente é uma unidade de conservação ameaçada, já que as lavouras de soja e de algodão estão indo até o mirante, até o precipício no Planalto.

“Na Planície, as atividades de mineração são uma ameaça importantíssima ao Parque Nacional Chapada e a área de proteção ambiental que faz o entorno do chapado do parque, que é uma unidade de conservação estadual. Há dezenas de pedidos de mineração no entorno do Parque Nacional Chapada e já há empreendimentos que atuam lá e que comprometem, inclusive, a paisagem do parque e só ir ao mirante e verificar as lagoas de depósito resultante de atividades de mineração”, detalhou.

Outra preocupação de Lúdio, é o valor que será cobrado ao visitante, já que um exemplo claro de unidade de conservação que foi concedida a iniciativa privada, é o Parque de Águas Quentes que cobra o day use de R$ 180,00 por pessoa.

Para completar, ele relatou que foi bom ouvir o estado dizer que irá investir no parque, já que até o momento não fez nenhum investimento nas unidades de conservação estadual.

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