Candidato afirma que alterações societárias durante investigações poderiam configurar obstrução

“Se fosse pobre, estaria preso”, diz Taques ao defender prisão de Mauro no Caso Oi

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O candidato ao Senado Pedro Taques (PSB) afirmou, nesta terça-feira (01.09), que, se ainda atuasse como procurador da República, teria pedido a prisão preventiva do adversário Mauro Mendes (União Brasil), do filho dele, o empresário Luís Antônio Taveira Mendes, do Robérrio Garcia e de Fábio Garcia, e de outros investigados no chamado Caso Oi. A declaração foi feita durante entrevista ao VGN No Ar, conduzida pelo jornalista Geraldo Araújo.

O caso é investigado no âmbito da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal após notícia-crime apresentada por Taques à Procuradoria-Geral da República (PGR). A apuração envolve o acordo de R$ 308,1 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora Oi durante a gestão de Mauro Mendes.

Durante a entrevista, Taques levantou a hipótese de Mauro vencer a eleição para o Senado e, posteriormente, enfrentar uma eventual prisão em decorrência das investigações. “Agora, imagina Mauro eleito senador e, daí a pouco, ser preso”, afirmou.

Questionado se considerava existir possibilidade concreta de prisão antes das eleições, Taques sustentou que, em sua avaliação jurídica, os elementos reunidos no Caso Oi seriam suficientes para fundamentar um pedido de prisão preventiva.

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“Se eu fosse procurador da República no caso, teria pedido a prisão do Mauro Mendes, do filho dele e de outros envolvidos”, declarou.

Taques argumentou que pessoas e empresas investigadas realizaram movimentações societárias e alterações documentais à medida que as apurações avançavam. Segundo ele, essas mudanças poderiam dificultar a preservação de provas e o rastreamento dos recursos.

“Durante as fases da investigação, eles foram mudando os documentos. É mais ou menos como colocar fogo em documento ou esconder o corpo”, comparou.

O candidato afirmou ainda ter apresentado um aditamento à notícia-crime que deu origem à investigação. Segundo ele, o documento aponta 21 alterações societárias envolvendo Luís Antônio, familiares, empresas e fundos de investimento entre 2023 e 2026.

Entre as movimentações mencionadas estão entradas e saídas de sociedades, mudanças nos quadros societários e baixas de empresas. Na avaliação de Taques, a proximidade temporal entre parte dessas alterações, os pagamentos relacionados ao acordo com a Oi e o avanço das investigações justificaria uma apuração mais aprofundada.

As movimentações societárias são apresentadas no documento como elementos a serem investigados e não, por si só, como prova de irregularidade. Taques também pediu à PGR que avaliasse a necessidade de prisão preventiva para resguardar as investigações e evitar eventual destruição de provas.

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Durante a entrevista, o candidato alegou ainda que pessoas sem influência política receberiam tratamento mais rigoroso caso fossem investigadas pelas mesmas suspeitas.

“Eu não tenho dúvida. Teria pedido a prisão do Mauro Mendes. Sabe por quê? Porque, se fosse um pobre, estaria preso. Se fosse uma pessoa mais simples, estaria presa. Se fosse um prefeito ou um vereador, estaria preso. A lei é igual para todos”, afirmou.

Em manifestações anteriores, Mauro Mendes declarou ser inocente, sustentou que o acordo com a Oi foi legal e vantajoso para o Estado e negou ligação dele ou de familiares com os fundos que receberam recursos da operação. O candidato também acusou Taques e outros adversários de explorarem politicamente a investigação para prejudicá-lo na disputa eleitoral.

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