INEFICIÊNCIA

Intervenção na saúde de Cuiabá deixa como legado policlínicas fechadas e UPAs superlotadas

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A intervenção estadual na Saúde de Cuiabá chegou ao fim, mas seus efeitos persistem, deixando a atenção secundária fragilizada na capital. Das quatro policlínicas que antes atendiam à população, apenas a unidade do Pedra 90 permanece em funcionamento. A justificativa inicial de fechamento das policlínicas do Planalto e Coxipó, alegando necessidade de obras de reestruturação, revela-se agora como um fardo para os moradores, uma vez que o ano se encerra e o processo de revitalização avança a passos lentos.

A Policlínica do Verdão, por sua vez, permanece fechada há mais de dois anos, tornando-se um espaço ocupado por pessoas em situação de rua, enquanto a área externa é destinada ao comércio de espetinhos. A promessa de transformar o prédio do Planalto em um Centro de Especialidades Médicas (CEM) para atender diversas especialidades médicas parece distante da realidade, considerando que, cinco meses após o fechamento, apenas dois operários foram avistados realizando trabalhos mínimos de retirada de portais e armários antigos.

Com a escassez de policlínicas em funcionamento, a população é forçada a recorrer às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). No entanto, essa transição não ocorre sem desafios, uma vez que os pacientes das policlínicas fechadas agora congestionam as UPAs, resultando em superlotação dessas unidades. O argumento de que as policlínicas foram fechadas devido a irregularidades estruturais levanta questionamentos sobre a eficiência das ações do Estado, especialmente diante do atual cenário de desassistência e dificuldades de acesso aos serviços de saúde.

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A situação fica evidente com relatos como o de Lucineia Ramos Almeida, uma mãe preocupada com a saúde do filho, que se viu direcionada para a antiga policlínica do Planalto, alheia ao seu fechamento. Essa falta de informação somada à inadequada orientação por aplicativos de GPS contribui para a chegada de pacientes em locais indisponíveis, gerando frustração e desafios extras para quem busca assistência médica na cidade. O encerramento da intervenção, apesar de encerrar um capítulo, deixa como herança um sistema de saúde fragilizado e uma população que enfrenta as consequências dessa reestruturação insatisfatória.

Fonte: Redação Novidades MT com informações da Gazeta Digital

 

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