O ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, afirmou nesta sexta-feira, 3 de julho, que experiência prévia não é requisito para administrar o Estado. A declaração foi dada ao comentar o discurso de que um candidato precisa já ter ocupado um cargo no Executivo para estar preparado para governar.
A fala ocorre em meio às críticas feitas pelo ex-governador e candidato ao Senado, Mauro Mendes (União), principal apoiador da candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos). Em entrevistas recentes, Mauro tem afirmado que Pivetta leva vantagem na disputa por já ter experiência no comando do Executivo estadual, ao contrário do senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Wellington Fagundes (PL), que nunca ocupou o cargo de chefe do Poder Executivo.
Ao ser questionado sobre esse argumento, Blairo lembrou que também nunca havia exercido um cargo no Executivo antes de ser eleito governador. “Eu nunca havia participado de política no Executivo e, para mim, foi tudo muito novidade. Foi novidade para tudo quanto é lado e todos os dias”, pontuou.
“Quando você disputa uma eleição, você olha como se fosse um teclado de computador e fala assim: todas as teclas aqui eu posso apertar e fazer o que eu quiser. No momento em que você é eleito, já começam a aparecer as dificuldades. Não aperta aqui, não faça isso, não pode fazer aquilo. Tem algumas que falam: se você apertar aqui, você vai ser mandado embora”, completou.
Blairo ressaltou que governar é diferente de fazer campanha eleitoral, pois o gestor precisa respeitar limites legais, administrativos e orçamentários. “Você governa dentro das regras, naquilo que é possível e não naquilo que você imagina que pode ser feito”.
O ex-governador também rebateu o argumento de que um empresário ou alguém sem passagem pelo Executivo não estaria preparado para administrar um Estado.
“Então esse discurso de que um empresário, de que uma pessoa que nunca administrou um Estado, não existe essa questão. A pessoa adquire o conhecimento exercendo o mandato, o cargo, no dia a dia. O Estado é uma estrutura pronta, montada, secular”, afirmou.
Por fim, Blairo destacou que a atuação de um governador é limitada pelas leis e pela atuação dos demais Poderes e órgãos de controle.
“Não tem fazer aquilo que eu quero. É fazer aquilo que é possível ser feito, construído. Tem a Assembleia Legislativa, o Poder Judiciário, o Ministério Público, os Tribunais de Contas. É uma condução bem cuidadosa”, concluiu.



















