QUASE 100% DE MORTES

“A intervenção transformou o São Benedito em uma câmara de gás”, diz Emanuel sobre aumento de mortes

Reprodução

publicidade

Em mais um caos deixado pelo Gabinete de Intervenção na Saúde de Cuiabá, dessa vez está o Hospital Municipal São Benedito. Durante uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (01),  o gestor comercial do São Benedito, enfermeiro Pioter Antonito, disse que o número de mortes na unidade aumentou  em quase 100% após a intervenção assumir a gestão da saúde.

Os dados foram divulgados pelo prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), que classificou a situação como a mais crítica da saúde de Cuiabá. Segundo Emanuel, a Intervenção transformou o Hospital São Benedito em uma “câmara de gás”.

“Transformaram o São Benedito em uma câmara de gás, o que aconteceu para dobrar o número de óbitos, indiscutivelmente algo mais dramático do que já vemos aqui”, disse o prefeito.

Segundo Pioter que atua na área de Gestão Assistencial do São Benedito, a unidade era referência em cirurgia e ortopedia de alta complexidade e quando a Intervenção assumiu o hospital, em julho de 2023, houve uma mudança no perfil de atendimento, a unidade deixou de ser referência em cirurgias de alta complexidade e passou a ser hospital clínico, mesmo não tendo suporte necessário para isso.

Leia Também:  Controlador-geral aponta à AL que rombo causado pelo gabinete de intervenção na Saúde já chega a quase R$ 190 milhões

“O hospital passou a ser regulado, porém atendendo pacientes de Upa e Policlínicas com demandas abertas para todas as clínicas que pudessem ser atendidas lá. Porém, alguns pacientes são bem graves e críticos e não tínhamos suporte para atender esses pacientes. Eram pacientes que deveriam estar em regime semi-intensivo ou ir para UTI”, disse.

Conforme o gestor, os pacientes eram mandados para o São Benedito como clínicos, porém, os pacientes chegavam com patologias diferentes, como por exemplo derrame pleural ou neutralismo.

“No São Benedito eram realizadas cirurgias ortopédicas. Aí um paciente chegava em estado grave em uma Upa e Policlínica e lá eles não tinham como atender esses pacientes, eles eram encaminhados para o São Benedito. Porém, lá também não temos essa estrutura. Lá os pacientes ficavam em uma enfermaria até conseguir uma vaga. Mas devido a gravidade, alguns morriam antes de conseguir esse atendimento. Ou seja, estávamos funcionando como uma retaguarda de Upa e Policlínica para depósitos de pacientes”, reforçou.
“O resultado mais dramático, mais trágico dos relatórios realizados na saúde. O que esses médicos diziam para essas famílias?. Um aumento de quase 100% de mortes”, finalizou Emanuel Pinheiro.
Fonte: Diário Digital MT

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide