Diplomatas mexicanos deixam o Equador após invasão de embaixada

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Equipe diplomática do México no Equador e familiares deixam país após invasão na embaixada
Reprodução/Twitter

Equipe diplomática do México no Equador e familiares deixam país após invasão na embaixada

Os diplomatas mexicanos deixaram neste domingo (7) o Equador, após o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países, na sequência da invasão da polícia equatoriana na sexta-feira (5) à embaixada do México em Quito.

“O nosso pessoal diplomático deixa tudo para trás no Equador e volta para casa de cabeça erguida […] após o assalto à nossa embaixada”, escreveu a ministra mexicana das Relações Exteriores na rede social X (antigo Twitter), Alicia Bárcena


O governo mexicano tinha anunciado no sábado (6) à noite que um grupo de 18 pessoas, incluindo diplomatas mexicanos e suas famílias, regressaria ao México num voo comercial.

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Após a invasão pela polícia equatoriana, na sexta-feira, da embaixada mexicana em Quito, com o objetivo de prender o ex-presidente Jorge Glas , que ali estava sob asilo político, o México rompeu de imediato as relações diplomáticas com o Equador.

O governo mexicano qualificou a operação policial como uma violação da sua soberania e do direito internacional, tendo esta sido igualmente condenada no sábado pelo secretário-geral da ONU, António Guterres, e pelo Departamento de Estado norte-mericano e, já hoje, pela União Europeia.

A mesma posição de condenação foi assumida pelos governos latino-americanos, de esquerda e de direita, da Argentina, Bolívia, do Brasil, do Chile, da Colômbia, de Cuba, da República Dominicana, de Honduras, da Nicarágua, do Panamá, do Paraguai, do Peru, do Uruguai e da Venezuela.


Depois de ter sido levado da embaixada mexicana, Jorge Glas foi transferido de avião para a prisão de segurança máxima de La Roca, situada no complexo penitenciário da cidade de Guayaquil, reservado aos presos mais perigosos.

Sobre o ex-vice-presidente havia um mandado de localização e de prisão preventiva pela suspeita de desvio de fundos públicos no processo de reconstrução da província costeira de Manabí, devastada por um forte terremoto em abril de 2016.

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Glas deveria também regressar à prisão para terminar de cumprir uma pena de oito anos por duas condenações definitivas de associação ilícita (relacionada com o esquema de subornos da construtora brasileira Odebrecht) e de suborno (pelo financiamento ilegal do seu movimento político).

Desde 17 de dezembro de 2023, Jorge Glas encontrava-se na embaixada do México em Quito para pedir asilo, que lhe foi concedido na sexta-feira, declarando-se vítima de perseguição política e “lawfare” (utilização do aparelho judicial contra opositores políticos).

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Fonte: Internacional

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