CUIABÁ – Em um desenvolvimento significativo da Operação Apito Final, a Polícia Civil de Mato Grosso, através da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), descobriu a quantia de R$ 6,6 mil em notas de R$ 200 escondidas sob o assoalho de um Jaguar, um dos 17 veículos apreendidos durante a operação. O dinheiro foi encontrado oculto debaixo do tapete do carro, levantando mais suspeitas sobre as atividades ilícitas da organização criminosa investigada por lavagem de capitais em Cuiabá.
O veículo estava entre os bens apreendidos na última semana, quando a operação foi deflagrada com o objetivo de desmantelar um complexo esquema de lavagem de dinheiro. “A quantia localizada reforça as evidências já reunidas pela investigação, demonstrando a metodologia empregada pela facção para ocultar a origem ilícita dos valores, principalmente através de transações em espécie,” explicou o delegado Gustavo Belão.
Além da apreensão de veículos, a Operação Apito Final resultou na execução de 54 ordens judiciais, culminando na prisão de 20 indivíduos, incluindo o líder do esquema, apontado como tesoureiro da organização criminosa e responsável pela distribuição de entorpecentes no Jardim Florianópolis.

Ao longo de dois anos de investigações, a GCCO rastreou movimentações financeiras que indicam a aquisição de R$ 65 milhões em ativos, incluindo bens móveis e imóveis, utilizados para lavar o dinheiro do tráfico. Entre as estratégias adotadas pelo grupo estavam a fundação de times de futebol amador e a construção de um complexo esportivo, visando a camuflagem das operações financeiras ilícitas.
A análise financeira conduzida pela equipe de investigação revelou a aquisição de veículos de luxo, como BMW X5, Volvo CX 60 e Toyota Hilux, entre outros, por indivíduos sem comprovante de renda lícita. O delegado Rafael Scatolon, responsável pelas investigações, destacou que os criminosos utilizavam concessionárias como fachada para a compra e venda de veículos, uma tática para ocultar a posse dos bens e legitimar o capital obtido através do crime. Segundo as apurações, somente nas transações de 43 veículos em um ano, o esquema movimentou aproximadamente R$ 8 milhões.
A Operação Apito Final lança luz sobre as complexas estratégias de lavagem de dinheiro adotadas por organizações criminosas, evidenciando o desafio constante enfrentado pelas autoridades no combate à criminalidade financeira.
(com informações PJCMT)





















