Decreto estabelece prioridade para produtos da agricultura familiar e retira alimentos ultraprocessados para estimular hábitos mais saudáveis e prevenir doenças na população brasileira
O Governo Federal anunciou uma transformação significativa na composição da cesta básica brasileira, alinhada com diretrizes de promoção da saúde e sustentabilidade. A atualização, detalhada no Diário Oficial da União, apresenta uma seleção de alimentos que favorece produtos in natura e minimamente processados, excluindo os ultraprocessados, numa clara intenção de fomentar hábitos alimentares mais saudáveis entre a população.
A nova lista inclui dez grupos de alimentos essenciais:
- Feijões e Leguminosas: Variados tipos, incluindo grão-de-bico e lentilhas.
- Cereais: Com ênfase em grãos integrais como arroz e aveia.
- Raízes e Tubérculos: Diversidade de batatas e mandioca.
- Legumes, Verduras e Frutas: Promovendo o consumo de vegetais frescos.
- Castanhas e Nozes: Fontes de gorduras saudáveis, sem adição de sal ou açúcar.
- Carnes e Ovos: Preferência por cortes in natura e ovos de aves.
- Laticínios: Incluindo leite e queijos naturais, sem aditivos.
- Açúcares, Sal, Óleos e Gorduras: Opções mais naturais e menos refinadas.
- Bebidas não alcoólicas: Como café, chá e mate, além de especiarias.
Essa reformulação está fundamentada nas recomendações do Guia Alimentar da População Brasileira e visa influenciar a formulação de políticas públicas focadas na segurança alimentar e nutricional. Lilian Rahal, Secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), ressalta o papel orientador da nova cesta básica nas políticas de segurança alimentar, abrangendo desde a produção até o consumo de alimentos.
O principal objetivo da atualização é reduzir a incidência de doenças relacionadas à má alimentação, como cardiovasculares, diabetes, obesidade e câncer. Adicionalmente, o Governo busca incentivar a produção de pequenos agricultores, contribuindo para uma economia mais sustentável e promovendo práticas alimentares que respeitem o meio ambiente.
A exclusão dos ultraprocessados da cesta básica reflete uma preocupação com a qualidade nutricional dos alimentos disponibilizados à população. “Não podemos nos preocupar apenas em fornecer alimentos, mas temos que assegurar que sejam adequados e saudáveis, para reduzir as doenças decorrentes da má alimentação”, enfatiza Rahal.
Esta iniciativa representa um passo significativo na luta contra a insegurança alimentar, abordando tanto a escassez quanto o excesso de peso através de uma alimentação equilibrada. Com essa mudança, o Governo Federal estabelece um marco na promoção da saúde e do bem-estar dos brasileiros, alinhando a segurança alimentar com as práticas de consumo responsável e preservação ambiental.






















