Educação comprou, no ano passado, R$ 29 milhões em 104 mil chips de internet que vencem no mês que vem e só pouco mais da metade foi ativado
Um contrato no valor de R$ 296.179.280,00 para compra de 104 mil chips de internet pode gerar um prejuízo milionário e revelar a falta de planejamento e descontrole nas compras da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT).
Isso porque o contrato, firmado em maio do ano passado, com validade de um ano, mostra que foi ativada pouco mais da metade dos chips de internet contratados. Segundo o contrato, os chips adquiridos perdem a validade após um ano da compra.
Cada chip de internet com validade de 12 meses custou aos cofres públicos R$ 280,57. Eles foram adquiridos da empresa Dry Company do Brasil Tecnologia S/A com o objetivo de serem usados pelos alunos da rede estadual para fazer atividades escolares no sistema “home office”.

Segundo o painel de ativação dos chips, até o mês passado, só 56,09% dos chips comprados foram entregues aos alunos e devidamente ativados.
O contrato encerra no próximo dia 17 de maio.
Caso não ative os chips até lá, eles serão perdidos, o que acarretará em um prejuízo milionários aos cofres da educação do estado.
Outro lado
A Seduc-MT foi procurada pela reportagem, via assessoria de imprensa, e afirmou que os chips de internet foram destinados a estudantes da baixa renda registrados no Cadastro Único.
A Secretaria confirmou que dos 104 mil chips adquiridos, apenas 67 mil, pouco mais da metade, foram ativados.
A Seduc informou ainda que não haveria qualquer prejuízo aos cofres públicos porque os pagamentos só seriam realizados após a ativação dos chips (que pode ser feito até maio, com período de 12 meses).
No entanto, o sistema Fiplan desmente a Seduc-MT. O pagamento do contrato já foi realizado pela Seduc-MT em 7 de junho de 2023 em quase sua totalidade. Dos 29 milhões, só restam R$ 280 mil a ser pago.




















