PERIGO

DEU NO FANTÁSTICO: Quase 2,5 milhões de carros estão circulando no país com airbags defeituosos

Foto: Fantástico

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O sistema de liberação do airbags, da empresa japonesa Takata, já matou sete motoristas no Brasil desde 2020; mais de cinco milhões de carros foram chamados para trocar a peça com defeito, mas só metade compareceu.

Quase 2,5 milhões de carros estão circulando no país com airbags defeituosos, da marca Tanaka, que já causaram a morte de sete brasileiros desde 2020. Os modelos foram utilizados em carros fabricados por 17 montadoras entre os anos de 2001 e 2018.

Para inflar o airbag, quando acionado, a Takata utilizava um composto químico chamado nitrato de amônio. Mas, ao longo dos anos e em contato com calor e umidade, o composto se torna altamente explosivo, além de poder corroer partes metálicas do equipamento.

No momento em que o airbag infla, são projetadas partes do equipamento para a parte interna do carro.

“Essa bolsa de airbag abre a cerca de 320 km/h. Então, juntando uma explosão muito forte, com uma peça fragilizada (pelo composto químico), esses fragmentos, que estão a menos de um metro do motorista, saem como se fosse um tiro a queima roupa”, diz Rodolpho da Hora, perito em trânsito do Rio.

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Foi o que aconteceu com o marceneiro Cléber Moreira, em abril. Quando voltava do trabalho, mesmo em baixa velocidade, Cléber colidiu o carro e o airbag foi acionado. Ele morreu na hora, com uma perfuração no tórax. Primeiro, suspeitou-se de homicídio, mas depois foi constatado que a causa foi a explosão do airbag.

Caso parecido com um de 2022, no Ceará. Um homem de 38 anos morreu ao volante com uma perfuração no pescoço. Ao chegarem no local, os socorristas achavam que a vítima tinha sido baleado, e até acionaram o Departamento de Homicídios do Ceará, que constatou que foi o sistema interno do carro que causou a morte.

As perícias apontaram que algumas das vítimas estavam a cerca de 30 km/h. Segundo especialistas em trânsito, é praticamente impossível morrer em um impacto com essa velocidade, se o condutor estiver de cinto de segurança.

Só no Brasil, mais de 5 milhões de carros foram chamados para trocar a peça com defeito, mas só metade dos condutores levou o carro para revisão.

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Outros países passam pelo mesmo problema, o que faz com esse recall seja considerado o maior da história da indústria automobilística.

A Takata faliu quatro anos depois que o problema foi descoberto. A empresa japonesa se declarou culpada e teve que pagar uma multa que passou de 1 bilhão de dólares nos Estados Unidos, país em que mais de 20 milhões de carros com airbags defeituosos foram vendidos, segundo a agência federal de segurança automobilística do país.

No site da Secretaria Nacional de Trânsito, é possível checar se o veículo precisa do recall por conta do airbag. É só ir ao site: portalservicos.senatran.serpro.gov.br/#/veiculos/recall, e colocar o número do chassi ou da placa e buscar.

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