O imóvel onde o 1º sargento da Polícia Militar, Eros Rogério Barros Araujo, denunciou ter sido monitorado ilegalmente pelo secretário-chefe da Casa Militar de Mato Grosso, tenente coronel Fernando Turbino, pertence ao superintendente do setor de Inteligência da própria Casa Militar.
Eros é ex-segurança da primeira-dama Virgínia Mendes e foi exonerado da Casa Militar após registrar um boletim de ocorrência denunciando o monitoramento ilegal de sua intimidade e as péssimas condições de salubridade no imóvel que seria o alojamento oficial dos seguranças de Virgínia e sua família quando estão em São Paulo (SP). Dois filhos de Virgínia e Mauro moram na capital paulista.

Conforme o Isso É Notícia revelou, nesta quarta-feira (5), em um segundo BO, o tenente-coronel Fernando Turbino afirmou que o imóvel não é um alojamento oficial e que pertenceria ao “servidor Silvio Prestes Guerreiro Júnior” que, segundo ele, teria cedido gratuitamente o imóvel para os PMs da guarda do governo se hospedarem.
Fernando Turbino não citou no boletim de ocorrência registrado contra o sargento Eros, mas Silvio Prestes Guerreiro Júnior é tenente-coronel da Polícia Militar e exerce a função de superintendente de Inteligência e Contra-Inteligência da Casa Militar.
A informação contradiz os argumentos de Fernando Turbino e sugerem que Guerreiro pode ter sido “laranja” na compra ou locação do imóvel que abrigaria os seguranças de Virgínia Mendes em São Paulo por “questões de segurança”, segundo fontes da Polícia Militar ouvidas pela reportagem.

Em outubro de 2024, Silvio Guerreiro foi nomeado para trabalhar em um grupo de trabalho da Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso. O nome dele aparece na mesma lista que a secretária adjunta Caroline Dobes, apontada como a “mulher da SES” da Operação Espelho.
A reportagem não conseguiu verificar o holerite de Silvio Guerreiro porque o Portal Transparência do Governo de Mato Grosso não está publicando os holerites dos servidores no site oficial, como determina a lei.



















