Na sessão desta quinta-feira (27), o vereador Kleberton Feitoza (PSB) usou a tribuna da Câmara Municipal para denunciar possíveis irregularidades na Secretaria de Saúde de Várzea Grande. Segundo o parlamentar, há indícios de um esquema de laudos que pode caracterizar corrupção dentro da pasta, envolvendo familiares da subsecretária de Saúde, Erika.
Feitoza afirmou que já possui documentos que comprovariam as irregularidades e anunciou que levará o caso ao Ministério Público para investigação. “Não podemos permitir que a saúde pública seja alvo de esquemas que prejudicam a população. Estou com os documentos em mãos e farei a denúncia formal”, declarou o vereador.
Além da denúncia ao MP, o parlamentar cobrou providências da prefeita Flávia Moretti (PL) e, segundo Ele, tentou a todo custo falar com a Secretária de Saúde Deisi Bocalon para que medidas sejam tomadas contra os possíveis envolvidos. “A prefeita precisa agir com urgência para esclarecer esses fatos. A população de Várzea Grande merece transparência e uma saúde de qualidade”, enfatizou. “Não falei com secretária Deise justamente porque, Ela não responde as minhas mensagens. Ela não responde as minhas ligações…”conta vereador.
“… pelas denúncias, são mais de 30 laudos, em 2025”, comenta o parlamentar.
Até o momento, a Secretaria de Saúde e a prefeita Flávia Moretti não se manifestaram sobre as acusações. O caso deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, com a formalização da denúncia e possíveis investigações sobre o suposto esquema.
“Prestando serviço dentro do postão, porque os laudos sai com o nome dele”, comenta o vereador. Os jornalistas perguntam se poderia passar o nome do “prestador de serviço”. “O nome dele é Dr. Diego Flores.
Sobre o caso
O médico Diego Rodrigues Flores é um dos investigados por envolvimento em um suposto esquema de pirâmide financeira em Cuiabá, por meio da empresa DT Investimentos. Diego tem 35 anos, formou-se em Medicina em 2016 e atua como cirurgião-geral em Mato Grosso. Além de ser investigado pela Decon (Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor) de Cuiabá, ele também foi alvo de uma investigação da Polícia Federal.
O médico, que está sendo processado civilmente por vítimas da DT Investimentos, negou ter envolvimento com a empresa.
Entretanto, relatos de antigos clientes o contrapõem, assim como documentos que sugerem ligação dele com Taiza Tossat Eleotério da Silva, em nome da qual está registrada a empresa.
Conforme a Decon, os três suspeitos são acusados de operar o esquema, que teria causado prejuízos de aproximadamente R$ 2,5 milhões a investidores locais, com o número de lesados podendo chegar a cerca de 100, incluindo pessoas de fora do Brasil. Segundo fontes próximas à investigação, o montante total de prejuízo pode alcançar R$ 15 milhões.
















