O episódio ocorreu no dia 6 de março, quando Feitoza entrou em áreas restritas da unidade de saúde enquanto filmava e acusava a profissional de ter abandonado o plantão

Presidente do CFM chama vereador de Várzea Grande de “QI de ameba” após ataque a médica

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O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, classificou o vereador de Várzea Grande, Kleberton Feitoza Eustáquio (PSB), como tendo “QI de ameba” após o parlamentar ser acusado de invadir o Pronto-Socorro da cidade em busca de uma médica, que posteriormente registrou denúncia por difamação. A declaração de Gallo foi feita durante uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13).

“Com todo o respeito que ele não teve para com a minha colega, esse vereador tem o QI de uma ameba, uma pessoa que não pensa e é desrespeitoso. Eu duvido que ele tenha coragem de fazer isso quando encontrar um médico homem”, disparou o presidente do CFM.

O episódio ocorreu no dia 6 de março, quando Feitoza entrou em áreas restritas da unidade de saúde enquanto filmava e acusava a profissional de ter abandonado o plantão. A atitude gerou revolta entre entidades médicas, que cobraram providências contra o vereador.

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) formalizou um pedido de cassação do mandato de Feitoza na Câmara Municipal na quarta-feira (12). O presidente do CFM afirmou que, caso o Legislativo municipal não apure o caso, a Justiça será acionada.

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“Não vamos dar trégua a esse vereador. Iremos processá-lo criminalmente”, afirmou Gallo, lamentando o ataque à médica.

Por sua vez, o presidente do CRM-MT, Diogo Sampaio, criticou a decisão do presidente da Câmara Municipal, Wanderley Cerqueira (MDB), de arquivar o pedido de cassação do vereador, classificando a atitude como “corporativismo”.

“É nitidamente um corporativismo contra a população e uma prevaricação, que também é crime. Se assim se confirmar, o Conselho Regional de Medicina acionará também o presidente da Câmara de Várzea Grande. É importante qualquer caso ser investigado, dar ampla defesa às partes e que todos possam falar. Agora, de forma sumária, arquivar um pedido de investigação, isso é extremamente grave”, declarou Sampaio.

O vereador Kleberton Feitoza ainda não se manifestou oficialmente sobre as declarações e as medidas tomadas pelos conselhos de medicina. (com informações VGN)

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