Empresa Guatá Energia, com sócios ligados ao Governo Mauro Mendes, terá direito a maior captação hídrica e dobrará capacidade de geração

Empresa com sócios ligados ao governo de MT obtém autorização para ampliar usina hidrelétrica

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A Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (SEMA-MT) concedeu nova autorização à empresa Guatá Energia LTDA. para ampliar o uso de recursos hídricos na Pequena Central Hidrelétrica (CGH) Guatá, localizada no município de Nova Maringá, sobre o rio Alegre, afluente do rio Arinos, na bacia amazônica. A medida consta na Portaria nº 038, publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de janeiro, e vale até 2 de outubro de 2034.

Fundada em julho de 2022 e sediada em Cuiabá, a Guatá Energia tem como atividade principal a geração de energia elétrica. A solicitação de uso da água foi feita por uma sociedade empresarial que inclui entre seus sócios Lucimara Polisel Gonçalves, esposa do atual secretário de Fazenda do Estado, Rogério Gallo, e Hugo Fellipe Martins de Lima, procurador do Estado vinculado à Procuradoria-Geral do Estado (PGE-MT). Também integram o quadro societário Marco Antonio Breda, Riberto José Barbanera, Hélio Vicente Filho e Michell Antonio Breda, este último também sócio-administrador.

Ampliação de capacidade e investimento milionário

A autorização permite à empresa captar até 1.468,26 m³/h de água (407,85 L/s) para geração de energia e irrigação de uma área de 384,37 hectares. Além disso, a Guatá Energia obteve aval para dobrar a potência instalada da usina, que passará de 1,8 megawatt (MW) para 3,75 MW.

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Considerando o custo médio de R$ 12 milhões por MW instalado, o investimento total da obra poderá alcançar até R$ 45 milhões. O projeto inclui um reservatório com capacidade de 53.539,11 m³ e se alinha à estratégia do estado de expandir a geração hídrica, aproveitando o potencial das bacias do Arinos e da Amazônia.

A CGH Guatá integra um conjunto de empreendimentos que buscam diversificar a matriz energética regional, embora a participação de sócios com ligações ao Governo Mauro Mendes possa gerar questionamentos sobre transparência e conflitos de interesse.

 


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