No centro das apurações, está a atuação do Banco Master no mercado de consignados e suas conexões com empresas como a Capital Consig, que já foi alvo de investigações por fraudes em contratos de empréstimos .

Taques liga acordo com a Oi a fundos financeiros e levanta suspeitas de conflito de interesses com governo Mauro Mendes, veja VÍDEO

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O ex-governador e ex-senador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSB), compareceu nesta quarta-feira (25) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, no Senado Federal, em um depoimento aguardado que prometeu e entregou novas revelações sobre supostas irregularidades financeiras e políticas no estado. A oitiva, que se estendeu por horas, focou principalmente nas denúncias de Taques envolvendo o Banco Master, a empresa Capital Consig e o controverso acordo de R$ 308 milhões com a Oi S.A. .
Convocado na condição de testemunha, Taques detalhou à CPI o que considera um esquema de fraudes em empréstimos consignados de servidores estaduais, que teriam beneficiado fundos ligados ao Banco Master. Ele reiterou suas acusações de que o acordo milionário entre o governo de Mato Grosso e a Oi, firmado em 2024, teria sido utilizado para abastecer esses fundos, levantando sérias questões sobre desvio de finalidade e conflito de interesses .

O Contexto das denúncias: Banco Master, Capital Consig e Oi

A CPI do Crime Organizado tem investigado a fundo as ramificações de esquemas de lavagem de dinheiro e fraudes financeiras. No centro das apurações, está a atuação do Banco Master no mercado de consignados e suas conexões com empresas como a Capital Consig, que já foi alvo de investigações por fraudes em contratos de empréstimos .
Pedro Taques, que tem sido uma voz ativa nessas denúncias, apresentou documentos e informações que, segundo ele, apontam para a ligação entre esses atores e o governo de Mato Grosso. Ele argumentou que o pagamento de R$ 308 milhões à Oi, em um acordo considerado atípico, teria sido direcionado para fundos recém-criados pelo Banco Master, que por sua vez, adquiriram direitos creditórios de empresas com vínculos familiares ao atual governador, Mauro Mendes .

Tensões Políticas e Tentativas de Obstrução

O depoimento de Taques não ocorreu sem tensões políticas. O ex-governador afirmou publicamente que o atual governador Mauro Mendes teria tentado, sem sucesso, barrar sua convocação para depor na CPI.
Segundo Taques, houve manobras para retirar seu nome da pauta da comissão, o que ele interpretou como uma tentativa de silenciar as denúncias .
Essa disputa política se acirrou nos dias que antecederam a oitiva, com trocas de acusações entre os dois ex-aliados. Mauro Mendes, por sua vez, chamou Taques de “Pinóquio” e afirmou que as denúncias são mentirosas, alegando que o ex-governador estaria buscando holofotes políticos .

Repercussões e Próximos Passos

As declarações de Pedro Taques na CPI do Crime Organizado prometem intensificar as investigações e gerar novas repercussões no cenário político de Mato Grosso. A comissão deve aprofundar a análise dos documentos apresentados e convocar outros envolvidos para esclarecer as supostas irregularidades. A sociedade mato-grossense, por sua vez, aguarda por transparência e responsabilização diante das graves acusações que permeiam a gestão pública estadual.
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