O marido da prefeita de Várzea Grande, Carlos Alberto de Araújo, entrou com uma ação de indenização por dano moral no 1º Juizado Especial de Várzea Grande na última terça-feira (21) para impedir a divulgação de figurinhas de WhatsApp, produzidas a partir de um vídeo publicado na imprensa, em que ele aparece contando maços de dinheiro em uma mesa.
O marido de Flávia Moretti (PL), que atuou como secretário de Governo no início da gestão, nunca negou ser ele no vídeo, nem explicou a origem do dinheiro. Em nota, Carlos afirmou apenas que “não é possível afirmar” ser ele na gravação e declarou que, se for ele na imagem, trata-se de um registro antigo vinculado a atividades privadas e profissionais.
No processo judicial, Carlos Alberto afirma ter “reputação ilibada” e pede indenização de R$ 20 mil por conta da divulgação da figurinha. Segundo o autor, as ofensas ocorreram nos grupos “VG 100 ÁGUA”, “ASSESSORIA VÁRZEA GRANDE”, “VAMOS AGIR MT” e “#VamosAgirVG”.
“Sempre que se veiculam críticas à administração, os Requeridos, com claro intuito de denegrir a imagem do Requerente e da gestão, inserem a referida figurinha, induzindo os munícipes à falsa e grave conclusão de que o Requerente estaria desviando recursos públicos ou ‘roubando’ dinheiro”, diz trecho da ação.
A ação foi proposta pelo escritório D’Moura e Inhaes Advogados, que é contratado pelo Diretório Estadual Partido Liberal, com recursos do fundo partidário, e pertence ao irmão de Ananias Filho, presidente do partido em Mato Grosso.
Na ação, o marido da prefeita alega que não ocupa mais nenhum cargo público e que sua atuação é simbólica de “primeiro-cavalheiro”.
“Trata-se de recurso próprio de desinformação visual em ambiente digital: a imagem é artificialmente descontextualizada para criar uma narrativa de corrupção, sem qualquer base na realidade. Além disso, os Requeridos promovem a ridicularização constante do Requerente”, afirmou. “Não há, nem nunca houve, qualquer acusação formal, investigação ou indício de envolvimento do Requerente com desvio de recursos públicos. A utilização reiterada da imagem constitui manipulação que extrapola os limites da liberdade de expressão e adentra a seara do ilícito civil”.
















