Militares relatam que compram do próprio bolso luvas, coturnos e outros itens de proteção para combater incêndios florestais

Governo Pivetta: Denúncia aponta falta de EPIs e equipamentos no Corpo de Bombeiros; Escada Magirus está parada há quase 4 anos

publicidade

Uma denúncia anônima recebida pela nossa redação aponta falhas no fornecimento de equipamentos de proteção individual (EPIs) aos bombeiros militares que atuam no combate a incêndios florestais. Segundo o relato, a situação atinge o dia a dia da tropa e expõe os profissionais a riscos desnecessários.

Foto mostra militar sem óculos de proteção

 

A denúncia veio acompanhada de uma fotografia em que um bombeiro combate o fogo em vegetação rasteira. Na imagem, o militar usa a farda multimissão, própria para o combate a incêndios florestais, mas aparece sem óculos de proteção. De acordo com a denúncia, isso ocorre porque o Governo Pivetta não teria fornecido os EPIs aos combatentes. As luvas, segundo o relato, também são compradas com dinheiro do próprio bolso.

Farda do dia a dia não resiste ao fogo

O denunciante afirma que a maioria dos bombeiros acaba combatendo incêndios com a farda de uso cotidiano, e não com a específica para a atividade. O militar recebe um auxílio-fardamento para adquirir o uniforme, mas o tecido não suportaria o contato com o fogo: qualquer fagulha o queima, e a fuligem, segundo o relato, não sai mais do tecido. A farda se torna inutilizável, e o bombeiro precisa tirar recursos do próprio sustento para comprar outra.

Leia Também:  Acordo na Justiça define que MT elabore nova lei para proteção do Pantanal - A lei atual estimula o desmatamento, incentivo à pecuária extensiva sem controle, responsáveis pelas destruições e secas na região.

A denúncia acrescenta que o militar também tem de adquirir por conta própria outro coturno e o restante do EPI. Segundo o relato, a corporação nem sequer dispõe de balaclava para proteger o rosto dos bombeiros.

Escada Magirus está quebrada há quase quatro anos

O relato também cita a escada Magirus, equipamento de resgate em altura, que estaria sem uso há quase quatro anos por estar quebrada. Segundo a denúncia, o governo não providenciou o conserto até hoje.

Segurança pública e segurança de quem protege

Para o denunciante, o cenário contrasta com o discurso oficial de investimento na segurança pública, já que, segundo ele, faltam condições mínimas de proteção a quem enfrenta o fogo.

A redação não confirmou de forma independente as informações da denúncia. O espaço segue aberto para manifestação do Governo do Estado, do Corpo de Bombeiros Militar e da Secretaria responsável, que podem esclarecer o fornecimento de EPIs, a situação do auxílio-fardamento e o conserto da escada Magirus.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide