O deputado federal Emanuelzinho (MDB) fez um pronunciamento (22) na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, destacando a importância de compreender os dados econômicos e a real situação financeira do Brasil. Ele também abordou questões cruciais sobre distribuição de renda e tributação.
“Tratar o endividamento por prismas particulares, deturpar e manipular informações para gerar medo na população definitivamente não é postura de quem acredita e trabalha por um futuro melhor para todos nós”, declarou Emanuelzinho.
O deputado ressaltou a crescente concentração de renda no país, apoiando-se em dados recentes. Somente no Brasil, são estimados cerca de 300 bilionários. No mundo, as cinco pessoas mais ricas dobraram suas fortunas desde 2020, enquanto 60% da população mundial, cerca de cinco bilhões de cidadãos, ficou mais pobre destacou. Emanuelzinho criticou a estrutura tributária atual, mencionando que “quem ganha mais de 300 mil reais tem uma isenção de alíquota efetiva maior que a do policial, do médico, do professor, porque a maior parte de suas rendas vem de lucros e dividendos empresariais, que têm 70% de sua renda não tributável”.
O deputado também apontou a disparidade no estado de Mato Grosso, líder na produção agropecuária, onde 800 mil pessoas dependem de programas sociais. “Mato Grosso, líder em produção do agronegócio, tem 800 mil pessoas, um quarto da população, vivendo de Benefício de Prestação Continuada (BPC) ou Bolsa Família”, afirmou.
Emanuelzinho concluiu sua fala destacando o paradoxo entre o crescimento econômico e a necessidade de maior justiça social e tributária. “O PIB cresceu, o agronegócio segue se desenvolvendo e recebendo os maiores investimentos da história e a nossa gente, cada vez mais, se aproxima de um Brasil com mais justiça social e tributária”, finalizou.
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