Abilio Brunini, que votou contra manutenção da prisão de colega apontado como mandante da morte da vereadora Marielle Franco, teve tio assassinado a mando do chefe do jogo do bicho em Mato Grosso há mais de 20 anos; família cobrou Justiça
Na última sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, o deputado Abilio Brunini Junior, representante do Partido Liberal (PL) por Mato Grosso, esteve entre os parlamentares que votaram a favor da revogação da prisão do deputado federal Chiquinho Brazão, anteriormente sem partido e atualmente do Rio de Janeiro.
Brazão é apontado como um dos supostos mandantes do brutal assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes. As investigações conduzidas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal indicam que o deputado possui conexões com grupos milicianos ativos no Rio de Janeiro, e que o homicídio de Marielle teria sido motivado pelo descontentamento político com as ações da vereadora, que confrontavam os interesses do crime organizado na zona oeste da capital fluminense.
O voto de Abilio Brunini Junior chama atenção não apenas pela natureza controversa do caso, mas também pelos laços familiares que o ligam a questões de crime e justiça. O deputado é sobrinho de Rivelino Jacques Brunini, assassinado em plena luz do dia no centro de Cuiabá no ano de 2002, supostamente por membros da máfia do jogo do bicho e caça-níqueis.
Durante anos, a família de Abilio travou uma batalha legal para ver João Arcanjo Ribeiro, ex-bicheiro condenado como mandante do assassinato de Rivelino, atrás das grades. Ribeiro foi sentenciado a 44 anos de prisão, refletindo a longa luta pela justiça que marcou a história da família Brunini.
(com informações Issoenoticias)













