Na última segunda-feira (17), o vereador Teodoro Adão denunciou em uma sessão da câmara um caso de segregação racial no Núcleo Infantil Cebolinha, em São João Batista, em Santa Catarina.
“Estamos em um mundo onde todos devem ser respeitados. Aquilo foi um choque para mim. Tenho filhas negras. Quando cheguei a esta cidade, há 20 anos, havia poucas pessoas. Hoje, somos um polo industrial e recebemos pessoas de todos os lugares. Ali é a educação. Não podemos dividir raças. Temos que tratar todos como iguais. Isso é inaceitável” disse o vereador.
O vereador disse que a denúncia surgiu após reclamações de alguns pais, que relataram certo desconforto com a organização das turmas. Então ele foi até a escola para verificar e afirmou ter encontrado uma distribuição estranha, o que levantou suspeitas sobre o critério adotado para a formação das turmas. Segundo ele, a unidade estava separando crianças pretas e brancas em salas diferentes.
“Na sala com os alunos pretos, tinha apenas uma criança branca. A professora falou para mim que quando chegou já estava desse jeito e não podia fazer nada.”, disse o vereador.
Foi marcada uma reunião com os pais na última quinta-feira (20) já que, segundo a Secretaria de Educação, a decisão de redistribuir as turmas deveria ser tomada pelos próprios pais. Questionaram se as famílias sentiram seus direitos violados ou desejavam a troca de turmas, mas, aparentemente as respostas foram negativas.
A Secretaria divulgou uma nota afirmando que as alegações sobre separação de crianças por cor “são falsas, não têm fundamento” e estariam sendo utilizadas de maneira política. Foi alegado que as salas são separadas de acordo com turnos e níveis de ensino, se baseando nos cadastros, sem qualquer análise de raça. “A unidade possui apenas duas salas, organizadas de acordo com os turnos e níveis de ensino. Os alunos da Pré-Escola II já frequentavam o educandário no ano anterior, enquanto os da Pré-Escola I ingressaram agora”, esclareceu.


















