MPE

Vereadores de Diamantino não vão cassar mandato de prefeito

Prefeito permanece no cargo mesmo após ser flagrado recebendo dinheiro de empreiteiro | Foto: Reprodução

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A Câmara de Vereadores do município de Diamantino rejeitou, por maioria, na sessão de segunda-feira (21), o pedido de abertura de uma Comissão Processante para investigar o prefeito Manoel Loureiro (MDB). O prefeito é investigado na “Operação Avaritia”, realizada pelo Ministério Público Estadual (MPE-MT), sob acusação de cobrar propina de um empresário que possuía contratos de obras com o município.

Dos nove vereadores da cidade, sete foram contrários a instalação da CP e afastamento do prefeito, sendo que outros dois defenderam a medida. Os parlamentares argumentaram que o próprio desembargador Rondon Bassil, relator do processo, negou o pedido do Ministério Público Estadual para afastar o gestor do cargo.

Em sua decisão, o magistrado afirma que, até o momento, não foram apresentadas provas materiais para que o pedido fosse acatado e aponta que a suposta conduta criminosa do gestor é um fato isolado. “A conduta criminosa descrita na peça ministerial parece ser um fato isolado na vida deles, o que só reforça a prescindibilidade, neste momento, das providências cautelares almejadas”, entendeu o juiz.

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Em sua defesa, o prefeito de Diamantino, Manoel Loureiro afirmou que “o empresário que o acusa tenta criar um cenário de atos ilegais e que possui provas robustas que atestam a origem do dinheiro recebido. Manoel Loureiro também explicou que não coopera ou contribui para atividades ilegais sejam de quaisquer formas e as imagens que pautaram a denúncia do MPE foram tiradas de contexto e não refletem a realidade dos fatos.

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