Anderson e o vice-prefeito Dalto Colinge Figueiredo Alexandre, após constatar a doação irregular de 22 terrenos públicos a um único indivíduo.

Escândalo em Arenápolis: prefeitura doa terrenos públicos a indivíduo e expulsa moradores

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Um escândalo envolvendo o poder público de Arenápolis Eder Marques vem ganhando contornos de denúncia grave: o Ministério Público do Estado de Mato Grosso ajuizou ação civil pública por ato de improbidade administrativa contra o prefeito Ederrson  Figueiredo ( Éder Marques), Anderson e o vice-prefeito Dalto Colinge Figueiredo Alexandre, após constatar a doação irregular de 22 terrenos públicos a um único indivíduo.

Segundo a promotoria, a conduta do prefeito configura um abuso de poder flagrante, pois o gestor tinha o dever constitucional de proteger o patrimônio público e atender aos interesses coletivos, especialmente em um município com déficit habitacional elevado. “A moralidade é um dos princípios basilares da administração pública. A concentração de tantos terrenos em uma só mão é uma afronta direta a esse princípio”, afirma o Ministério Público.

Além da doação irregular, a situação se agravou: moradores que ocupavam parte dos terrenos foram expulsos de forma coercitiva, intensificando o conflito social e aumentando a sensação de descaso por parte da administração municipal.

A cidade de Arenápolis enfrenta um déficit habitacional crítico, com famílias aguardando por anos para obter moradia digna. A falta de políticas públicas efetivas e a concentração irregular de lotes em favor de interesses individuais aumentam a vulnerabilidade da população e corroem a confiança na gestão pública.

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O Ministério Público pede a nulidade de todos os títulos concedidos e exige que os terrenos retornem ao município, para que possam ser destinados a quem realmente necessita de moradia. O processo detalha valores e matrículas de cada lote, reforçando o impacto da concentração de propriedades em detrimento do interesse coletivo.

A denúncia traz à tona um debate essencial sobre ética e responsabilidade no serviço público, evidenciando a necessidade de fiscalização rigorosa e punição de atos que comprometam a justiça social e a moralidade administrativa.

Até o momento, a prefeitura não se manifestou oficialmente sobre a ação, que segue sob análise judicial. A expectativa é que o caso sirva como alerta para o cuidado com o patrimônio público e a proteção dos direitos da população de Arenápolis.

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