DIFICULDADES ORÇAMENTÁRIAS

Prefeita decretou 50 dias de recesso alegando falta de dinheiro

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A prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves(PSDB), decretou 50 dias de recesso para o funcionalismo público municipal, segundo a gestora, a medida, que é tomada todos os anos, se deve a “dificuldades orçamentárias” e ainda segundo a gestora municipal seria uma forma de impedir que a máquina pública deixe de atender a população.

A prefeita ainda disse que a medida é tomada porque o município, que é a única cidade brasileira a estar 100% no Pantanal, é impedido, por este motivo, de ter indústrias ou mineração como fonte de renda.

Tal fator, segundo ela prejudica o desenvolvimento local e leva a administração pública a tomar medidas como essas, que têm o objetivo de impedir que existam atrasos na folha de pagamento do município.

“Barão de Melgaço é um município que tem 12 mil quilômetros quadrados de extensão, um município de grande extensão territorial e é um município que depende só de repasses. Por quê? Porque é o único município que está 100% dentro do Pantanal”, explicou.

“Não temos indústria, nós não temos garimpo, nós não temos draga, nós não temos empresa. A única empresa é a Prefeitura”, acrescenta.

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Margareth exemplifica a situação usando a educação municipal, ela diz que recebe R$ 238 mil referentes ao Fundo Nacional da Educação (Fundeb), contudo os gastos da Prefeitura são na ordem de R$ 598 mil.

Isso se deve às particularidades da região, os alunos precisam ser buscados de barcos às 4h da manhã e ainda precisam receber o desjejum, em razão do horário em que saem de casa. A cidade ainda arca com os custos da merenda escolar e de mais uma refeição servida antes de elas voltarem para casa.

“Quando o município tem a sua receita própria, organizada, como as prefeituras do norte, como Sorriso, Campo Verde, que tem uma receita rica, ela não tem essa dependência de repasse”, explica.

Devido a decisão, o funcionalismo será reduzido ao necessário para garantir a ordem pública. Estão previstas, ainda, escalas de revezamento entre os servidores.

A medida não atinge as secretarias de Saúde, Infraestrutura, Viação e Obras, Educação, e alguns setores da secretaria de Finanças.

A prefeita explica que um dos planos da gestão é tornar a cidade um polo de turismo de sustentabilidade no Estado, aos moldes da cidade de Bonito, em Mato Grosso do Sul. Mas para isso, contudo, precisa de investimentos dos governos Estadual e Federal e da bancada federal no Congresso Nacional.

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“Nós precisamos dar condições para o município investir num turismo de sustentabilidade, pra que os nossos filhos não vão embora para Cuiabá buscar oportunidades”, concluiu.

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