Empresas terceirizadas que prestam serviços ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), maior unidade pública de saúde da capital, sinalizam uma paralisação geral devido aos atrasos nos repasses financeiros. De acordo com as prestadoras, o débito já ultrapassa 120 dias, deixando várias empresas sem receber pelos serviços prestados.
Além do atraso, há denúncias de que os pagamentos estão sendo feitos fora da ordem cronológica, beneficiando algumas empresas em detrimento de outras. Algumas prestadoras já acionaram o Ministério Público do Estado (MPE) após a administração do HMC pular o repasse referente ao mês de novembro, pulando um período devido e levantando suspeitas de possível calote.
“Estamos em um cenário insustentável. Muitas empresas já não conseguem honrar com seus compromissos, como folha de pagamento e fornecedores”, afirmou um representante das terceirizadas, que preferiu não se identificar.
O HMC ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Caso a paralisação seja confirmada, os serviços essenciais do hospital podem ser afetados, impactando diretamente a população cuiabana que depende da unidade.
A situação acende um alerta para o risco de colapso nos serviços terceirizados, como limpeza, segurança e manutenção, fundamentais para o funcionamento do hospital. Enquanto isso, as empresas aguardam uma solução por parte da gestão pública.
A população aguarda uma solução rápida para evitar maiores prejuízos ao atendimento no principal hospital público da capital.
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