O secretário da Casa Civil de Mato Grosso, Fábio Garcia (Fabinho), tentou recentemente se apresentar como defensor da ética ao atacar a deputada Janaina Riva (MDB), insinuando supostas irregularidades em sua gestão. A estratégia, porém, desmorona diante do extenso prontuário de suspeitas que cerca o próprio Fabinho e sua família – um histórico marcado por delações premiadas, processos judiciais e investigações por corrupção, fraude e grilagem de terras.
O caso do óleo diesel: R$ 2,7 milhões desviados
Em 2017, Fabinho foi delatado pelo ex-governador Silval Barbosa (MDB) como chefe de um esquema de venda fraudulenta de óleo diesel que desviou R$ 2,7 milhões dos cofres públicos. O caso, revelado após o fim do sigilo das delações da Lava Jato, mostrava que o então deputado federal teria articulado a venda do combustível a empresas fantasmas, com parte do dinheiro sendo repassada a aliados políticos.
Além disso, o Ministério Público Eleitoral (MPE) já pediu a cassação do mandato de Garcia por compra de votos em aldeias indígenas – crime considerado especialmente grave por atingir populações vulneráveis.
Esposa “fantasma” na Assembleia Legislativa de Mato Grosso
Enquanto Fabinho ataca adversários, sua esposa, Marcella Deveza Marchett, foi investigada por supostamente ocupar um cargo fantasma na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), recebendo R$ 11 mil mensais sem comparecer ao trabalho. Documentos analisados pelo Ministério Público Estadual (MPE) indicam que ela teria sido incluída na folha de pagamento sem prestar serviços efetivos.
Família envolvida em grilagem e escândalos nacionais
O histórico de suspeitas não para aí:
-
Robério Garcia, pai de Fabinho e empreiteiro, foi acusado de grilagem de terras públicas junto com sua filha, Fabíola Garcia Cardoso. O caso, que tramita na Justiça, envolve esbulho possessório, ameaças a agricultores e uso de influência política para tomar terras da agricultura familiar.
-
Robério também esteve envolvido em um esquema de desvios na Eletronorte, citado em operações que ligavam o caso ao operador do mensalão, Marcos Valério.
Tentativa de inversão de papéis: quem é o ético?
Diante desse extenso currículo de escândalos, a tentativa de Fabinho Garcia de se pintar como símbolo da moralidade soa, no mínimo, farsesca. Enquanto aponta dedos, seu próprio nome e o de sua família seguem respirando processos e denúncias.
Será que o “paladino da honestidade” tem mesmo moral para acusar alguém? A pergunta fica no ar, assim como as investigações que ainda cercam sua trajetória. (com informações blogdopopo)



















