A primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes, se revelou uma péssima madrinha política para quatro candidatos que disputavam uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá sob suas bênçãos.
Édio Martins, um ex-assessor comissionado da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), com salário bruto de R$ R$ 14.268,05, esbanjava em suas publicações o apoio de Virgínia Mendes.
Frequentemente Édio aparecia nas redes sociais entregando cestas básicas com carimbo da “Unaf”, um órgão que não existe formalmente na estrutra do governo, mas que é usado para engajar a primeira-dama, que também não possui cargo oficial, nas ações governamentais como “voluntária”.
Apesar do extenso apoio, Édio teve uma votação pífia, alcançando apenas 677 votos.
Marimax da Silva Almeida, conhecida como Marimax Comazze, era funcionária comissionada da Setasc, com salário bruto de R$ 14.268,05, também atuava como espécie de “guerrilheira virtual” de Virgínia, espalhando em grupos de Whatsapp suas postagens onde a primeira-dama costuma exibir suas roupas e bolsas de grife.
Autointitulando como a “candidata de Virgínia Mendes”, Marimax obteve votação pífia de 812 votos.
Outra candidata que contava com o apoio declarado de Virgínia, Adry (PSB) conseguiu obter apenas 1.460 votos e não foi eleita.
Já Gabriel Guilherme (Republicanos) é outro afilhado político de Virgínia.
Ex-assessor comissionado do gabinete do deputado estadual Beto Dois a Um (União), com salário bruto de R$ 9.112,68, Guilherme também recebia o apoio de um padre famoso no meio religioso e conhecido no meio político como “padre dos ricaços”, também obteve votação pífia alcançando apenas 1.477 votos.
Virgínia destinou seu apoio apenas aos quatro candidatos citados. Com as derrotas, já tem sido chamada, nas redes sociais, de “pé frio” de ouro destas eleições em Cuiabá.
A primeira-dama ‘acompanhou’ o marido que também viu derrotados seus candidatos a prefeito nos três maiores municípios de Mato Grosso: Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis.
Ex-aliada reeleita com votação expressiva
Enquanto seus afilhados naufragaram, Virginia viu sua ex-aliada Michelly Alencar (União), ser reeleita com votação expressiva.
Ex-apoiadora de Michelly nas eleições passadas, a vereadora conseguiu a reeleição com 4.514 votos.



















