Enquanto produtores rurais da baixada cuiabana cumprem todas as exigências legais para comercializar seus produtos, a Prefeitura de Cuiabá, sob a gestão do prefeito Abílio Brunini, se recusa a assinar o protocolo de intenções que liberaria as vendas na capital. A falta dessa autorização impede que agricultores e comerciantes locais participem da tradicional Feira do Porto, um dos principais espaços de escoamento da produção regional de Mato Grosso.
Enquanto outras cidades do estado firmam parcerias e ampliam oportunidades para pequenos produtores, Cuiabá fecha as portas para seus próprios trabalhadores. O resultado é visível: a cada semana, a feira perde sua identidade, com menos produtos da baixada e mais mercadorias de outros estados. Barracas que antes abrigavam alimentos frescos e artesanato local agora dão lugar a itens trazidos de fora, enquanto produtores regularizados são barrados por burocracia desnecessária.
Gestão Brunini: improviso e descaso com o trabalhador
A omissão da prefeitura não afeta apenas a renda dos produtores, mas também a cultura e a economia da região. Agricultores que dependiam da Feira do Porto para seu sustento agora enfrentam dificuldades para vender sua produção, enquanto o espaço, antes símbolo da riqueza local, se descaracteriza.
A gestão de Abílio Brunini tem sido marcada por improvisos e falta de diálogo com setores essenciais da economia. Enquanto o poder público deveria facilitar o comércio de produtos regionais, a prefeitura cria obstáculos que beneficiam apenas grandes intermediários e prejudicam quem produz.
Repercussão e cobranças
Associações de produtores e entidades de classe já cobram explicações da prefeitura, mas até agora não houve resposta. “Estamos regularizados, seguimos todas as regras, e mesmo assim o governo nos impede de trabalhar”, desabafa um agricultor que há anos comercializava na feira.
Enquanto a Feira do Porto perde sua essência, a gestão Brunini segue sendo questionada por falta de planejamento e descompromisso com o desenvolvimento local. A pergunta que fica é: por que Cuiabá insiste em dificultar a vida de quem movimenta sua própria economia?






















