Em pedido do consórcio, kits odontológicos infantis aparecem registrados por R$ 11,99 a unidade, dentro de uma compra conjunta que atende municípios da Baixada Cuiabana.

DE R$ 11,99 POR R$ 200- Fora do consórcio, Abilio paga até 16 vezes mais caro em kit de saúde bucal

publicidade

A Prefeitura de Cuiabá fechou contrato de R$ 9,6 milhões para aquisição de material paradidático de saúde bucal, em uma compra que chama atenção pelo valor unitário dos kits destinados aos alunos da rede municipal. Cada unidade foi registrada por R$ 200, conforme documentos do processo administrativo.

A contratação foi feita com a empresa Cerrado Editora e Serviços Ltda para o fornecimento da coleção “Construir Sorrisos”, voltada a estudantes da Educação Infantil e dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ao todo, foram previstos 48.062 kits do aluno, além de kits para professores sem custo unitário registrado.

O valor causa estranheza quando comparado a compras feitas pelo Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (CISVARC), do qual Cuiabá fazia parte. Em pedido do consórcio, kits odontológicos infantis aparecem registrados por R$ 11,99 a unidade, dentro de uma compra conjunta que atende municípios da Baixada Cuiabana.

Na prática, enquanto a compra consorciada garantia preços mais baixos por meio da aquisição em escala com outros municípios, a Prefeitura passou a fazer contratações próprias, com valores muito superiores. A diferença reforça críticas à decisão da gestão de deixar o consórcio, abrindo mão de uma estrutura que permitia economia aos cofres públicos.

Leia Também:  Mais de 200 Simininas do Carumbé e Primeiro de Março visitam Aquário

A situação é ainda mais sensível porque envolve recursos da Educação, área que deveria priorizar estrutura escolar, alimentação, manutenção das unidades e atendimento direto aos alunos. Em vez disso, a gestão autorizou uma contratação milionária em kits de saúde bucal, com custo unitário elevado.

O caso levanta questionamentos sobre planejamento, economicidade e prioridade na aplicação do dinheiro público. Ao sair do modelo consorciado, a Prefeitura deixou de comprar junto com outros municípios e passou a assumir sozinha contratos que, à primeira vista, parecem pesar muito mais no bolso do contribuinte.

A compra milionária agora deve entrar no radar dos órgãos de controle e da Câmara Municipal, principalmente diante da diferença entre os valores praticados pelo consórcio e o preço registrado na contratação feita pela Prefeitura de Cuiabá.

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade

Previous slide
Next slide