Documento oficial do Poder Judiciário aponta seis processos não quitados por dívidas com funcionários; gestão Brunini é questionada

Servidor comum com o mesmo histórico, seria contratado? Na gestão Abílio, dívida trabalhista não impede ninguém de virar secretário

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O secretário municipal de Educação de Cuiabá, Amauri Monge Fernandes, está com o nome incluído no Banco Nacional de Devedores Trabalhistas (BNDT), conforme certidão emitida pelo próprio Judiciário. O documento, de 14 de junho deste ano, revela que o gestor possui seis processos trabalhistas em aberto, distribuídos em varas de São Paulo, Barueri e Santana de Parnaíba.

As ações indicam que Fernandes descumpriu obrigações determinadas pela Justiça, como pagamento de salários, acordos ou encargos sociais. A situação levanta questionamentos sobre a nomeação de um devedor trabalhista para comandar uma pasta que lida diretamente com professores e servidores públicos – categoria que depende do respeito aos direitos trabalhistas.

A gestão do prefeito Abílio Brunini, que frequentemente defende discursos sobre “moralidade” e “meritocracia”, agora enfrenta críticas pela escolha de um secretário com pendências judiciais. Se um servidor comum tivesse o mesmo histórico, dificilmente seria contratado. Mas, no cenário político, laços parecem falar mais alto do que obrigações legais.

A pergunta que fica é: para Brunini, dívidas com trabalhadores são um detalhe ou um requisito para o cargo?

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