A principal reivindicação é a reposição dos profissionais demitidos, especialmente considerando a existência de um concurso público vigente que poderia suprir a demanda .

Desmonte do SAMU em Mato Grosso: saída de profissionais ameaça atendimento de Urgência em Cuiabá e Várzea Grande

publicidade

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) em Mato Grosso enfrenta um cenário de desmonte que pode comprometer seriamente o atendimento de urgência e emergência nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande. A saída de 56 profissionais, incluindo condutores, enfermeiros e técnicos de enfermagem, sem a devida reposição, tem gerado apreensão e protestos, levantando o risco de fechamento de bases e o aumento do tempo de resposta em ocorrências críticas .
Nesta quarta-feira, 25 de abril, servidores do SAMU realizaram um protesto na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) para cobrar explicações do Governo do Estado. A principal reivindicação é a reposição dos profissionais demitidos, especialmente considerando a existência de um concurso público vigente que poderia suprir a demanda .

Impacto na Região Metropolitana e o risco de colapso

A dispensa dos 56 profissionais, que ocorreu em meio a um processo de integração do SAMU com o Corpo de Bombeiros, pode levar ao fechamento de até 40% das bases em Cuiabá e Várzea Grande. Essa redução drástica no quadro de pessoal e na infraestrutura de atendimento ameaça a capacidade de resposta rápida em situações de emergência, colocando em risco a vida da população .
O sindicato da categoria tem alertado para a iminente redução do atendimento na região metropolitana, que já sofre com a sobrecarga do sistema de saúde. A preocupação é que a falta de equipes especializadas e a diminuição do número de ambulâncias operacionais resultem em um tempo de espera maior para os pacientes, com consequências potencialmente fatais .

Protestos e cobranças na ALMT

O protesto dos servidores na ALMT ecoou a insatisfação da categoria e da população. A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa tem acompanhado de perto a situação, cobrando do Governo do Estado a revisão das demissões e a desativação de unidades do SAMU. Deputados como Paulo Araújo e Lúdio Cabral têm se manifestado sobre o tema, convocando o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para prestar esclarecimentos .
O ex-secretário  Gilberto Figueiredo, antes de deixar o cargo,  afirmou que os contratos dos profissionais do SAMU não são “vitalícios” e possuem prazo definido . No entanto, essa justificativa não tem sido suficiente para acalmar os ânimos dos servidores, que apontam a falta de planejamento e a ausência de um plano de contingência para a reposição dos quadros.

Concurso vigente e a urgência da reposição

A existência de um concurso público vigente para o SAMU agrava a situação, pois demonstra que há candidatos aptos a preencher as vagas, mas que não estão sendo convocados. A demora na reposição dos profissionais, aliada à saída em massa, configura um cenário de desvalorização do serviço e de descaso com a saúde pública .
O desmonte do SAMU em Mato Grosso, com a saída de profissionais e a ameaça de fechamento de bases, representa um retrocesso significativo no atendimento pré-hospitalar. A população de Cuiabá e Várzea Grande, que depende desse serviço essencial, aguarda uma solução urgente por parte do Governo do Estado para garantir a continuidade e a qualidade do socorro em momentos de emergência.
COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Polícia Federal atua contra a falsificação de moeda em MS

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade