A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que pretende lançar nacionalmente uma “marcha de combate à misoginia”, e que a ideia é visitar todos os Estados, entre eles Mato Grosso, para falar com governadores, prefeitos, parlamentares, empresários e imprensa para falar sobre o tema. A informação foi publicada pelo Correio Braziliense nesta quinta-feira (03.08).
Cida Gonçalves disse que ainda neste mês irá oficializar o início da mobilização junto a toda sociedade, unindo setor público e privado; e que a “marcha de combate à misoginia” já foi discutida e aprovada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Será a partir do dia 17. Já falei com o presidente Lula. Vou percorrer todos Estados, falar com governadores, prefeitos, parlamentares, empresários e imprensa. Todos precisam se unir. Não é uma questão ideológica, está acima disso. É uma questão de marco civilizatório”, disse a ministra.
Ela afirmou que a discussão do tema não pode ficar restringida às mulheres, e que todos devem se unir: “Esse assunto não pode ficar apenas na minha fala e na da (primeira-dama) Janja. Todos os homens do governo devem participar. Não temos ainda o número de mulheres no poder como gostaríamos. Temos 45 mil homens vereadores no país e apenas 9 mil mulheres”, declarou Cida.
A ministra citou ainda que desenvolverá política voltada para combater o feminicídio. “Um homem, quando é assassinado, leva dois tiros. A mulher leva 50. Porque, para o assassino, não basta matar. Tem que feri-la no rosto, nos seios; tem que destruir sua identidade feminina. Isso é o ódio, é o feminicídio”.
Ela ainda alertou sobre o aumento de estupro contra crianças menores de 5 anos. “Houve aumento de estupros em crianças de zero a quatro anos em 10%. E de 60% em até 17 anos. A sociedade precisa saber. Precisamos acordar o Brasil. Esse momento nos exige uma postura, uma reação também quanto a isso”, destacou a ministra ao citar dados do Anuário de Segurança Pública.












