Egito: o que é passagem de Rafah, rota utilizada para deixar Gaza

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Brasileiros de Gaza em Rafah, no Egito
Divulgação: Itamaraty

Brasileiros de Gaza em Rafah, no Egito

Após os ataques terroristas feitos contra Israel no dia 7 de outubro, pelo grupo extremista Hamas, civis palestinos tentam sair da região da Faixa de Gaza antes que uma contraofensiva terrestre israelense comece. Dentre as passagens de fuga da região, o sul da Faixa de Gaza tem juntado pessoas por sua fronteira com Rafah, no Egito.

O governo do Brasil informou que cerca de 28 brasileiros e palestinos que vivem no Brasil , estão aguardando para serem retirados de Gaza através da passagem. Segundo a imprensa norte-americana, a fronteira será aberta para que os cidadãos com dupla cidadania consigam passar, e os grupos de ajuda humanitária consigam entrar em Gaza. Entretanto, não há informações sobre horários.

Mas o que é a passagem de Rafah?

A região é o ponto de saída mais ao sul da Faixa de Gaza, em que faz fronteira com a península egípcia do Sinai. Ela é uma das três fronteiras que existe com a região palestina. As demais são Erez — uma passagem que via para Israel para as pessoas do norte de Gaza — e Kerem Shalom — também sendo uma abertura para Israel, mas estritamente comercial para mercadorias vindas do sul de Gaza. Ambas as saídas estão fechadas.

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No dia 7 de outubro, o grupo extremista Hamas atacou a saída de Erez , deixando mais de 1.300 pessoas mortas na região. O ataque motivou o fechamento das duas entradas para Israel pelo governo israelense, ficando apenas a travessia de Rafah como alternativa para entrada e saída da região de Gaza. A passagem ainda é a única maneira de entrada de pessoas para ajuda humanitária.

Na última semana, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egito informou que estaria direcionando voos de ajuda internacional para o aeroporto de El-Arish, no norte do Sinai. Com isso, dezenas de caminhões de combustível e itens humanitários estão no lado egípcio da passagem, aguardando liberação.

Situação instável

Após Israel começar a se defender dos ataques terroristas, as operações de passagem, que é uma decisão tomada pelo Egito e pelo Hamas, foram interrompidas. Segundo a imprensa egípcia, a travessia está fechada após três ataques israelenses, que ocorreram entre os dias 9 e 10 de outubro. A contraofensiva teria deixado feridos no lado egípcio e palestino.

O governo do Egito pediu a Israel que suspendessem os ataques próximo à fronteira de Rafah, sendo ali uma espécie de “ilha de apoio” às pessoas de Gaza. Além disso, eles garantiram que não abriria a fronteira ao menos que houvesse garantias de uma segurança do seu pessoal.

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Outras nações seguem negociando para ter uma garantia de uma passagem segura através de Rafah, seja para as pessoas com passaporte estrangeiro, seja às pessoas envolvidas na ajuda humanitária.

A região tem uma restrição de passagem desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle de Gaza. Tanto o Egito quanto Israel entendem que o bloqueio é para uma questão de segurança.

O Egito, ainda que esteja confiante na reabertura da passagem para os cidadãos com passaporte estrangeiro e para a ajuda humanitária, teme que o fluxo de refugiados palestino que estão fugindo da guerra seja grande. O presidente egípcio, Abdul Fatah Khalil Al-Sisi , pede que os palestinos “permanecerem firmes em suas terras”, para que a causa não seja liquidada com o êxodo de Gaza. Além disso, eles temem a entrada de extremistas no país, e que uma nova insurgência jihadista surja em Sinai após quase uma década de luta.

Como sair?

Para os palestinos que pretendem usar a passagem, eles são obrigados a fazer um registro junto às autoridades locais, entre duas e quatro semanas antes de ir. Seus pedidos serão analisados, podendo ser rejeitados por ambas as autoridades (egípcia e palestina), com pouco tempo de antecedência e sem muita explicação.

Fonte: Internacional

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